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Henrique Meirelles, o ministro das reformas, pode e quer ser o candidato do centrão em 2018

Em entrevista à Folha, ministro debocha do PSDB e descarta apoio do governo a Geraldo Alckmin.

04/12/2017 18:36 -02 | Atualizado 04/12/2017 18:37 -02
Pilar Olivares / Reuters
"Não estamos discutindo se vai haver reforma, estamos discutindo quando vai haver", enfatizou Henrique Meirelles.

O ministro da Fazenda Henrique Meirelles decidirá no final de março se sairá candidato à Presidência da República em 2018. Mesmo que não seja ele, o ministro garante que o governo terá um candidato para continuar a agenda de reformas. Embora não saiba dizer quem é, ele garante que não será o tucano Geraldo Alckmin.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o ministro explica por que o governo não vai compor com o PSDB a chapa que vai representar o centro na disputa. "O PSDB está tendendo na direção de não apoiar o governo e isso terá consequências no processo eleitoral." Ele também debocha do partido. "Não quero ter a pretensão de entender o PSDB."

Com cuidado, descarta também uma chapa composta com Rodrigo Maia como seu vice. Sobre o colega, ele diz: "Acho que o mundo não acaba em 2018, nem o país. Temos, principalmente para alguém tão jovem, uma trajetória de caminho aberto para posições importantes. Para alguém na posição dele, 2018 é um ponto na caminhada, não o final."

Economia

Meirelles é filiado ao PSD. Os parlamentares do partido estão em franca campanha em nome do ministro. Ele é mais discreto e aposta todas as fichas na agenda econômica. Para ele, medidas impopulares aprovadas pelo governo, como o teto de gastos e a reforma trabalhista, vão resultar em crescimento econômico em 2018 e é daí que virá a sua força.

Apesar de a última pesquisa Datafolha revelar que a população ainda não percebeu essa melhora da economia, Meirelles espera por um milagre de natal: "Esse processo vai refletir-se num Natal muito melhor do que nos últimos anos."

O ministro também não abre mão da reforma da Previdência. Para ele, "não estamos discutindo se vai haver reforma, estamos discutindo quando vai haver". A reforma tem enfrentado resistência dos parlamentares e ainda não garantiu os 308 votos necessários para a aprovação na Câmara dos Deputados.

Para Meirelles, é melhor que a reforma seja feita agora. "Para qualquer candidato, inclusive aqueles que se opõem a ela, assumir um governo e enfrentar como primeiro desafio a reforma da Previdência, não é bom início", avalia.

Leia a íntegra da entrevista aqui.

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