ENTRETENIMENTO

Ludmilla mostra seu cabelo naturalmente crespo pela primeira vez

"Eu fui criada achando que cabelo crespo, cacheado e enrolado era a coisa mais feia do mundo."

25/11/2017 11:28 -02 | Atualizado 25/11/2017 12:45 -02

Transição capilar é um processo lento, que demanda paciência e vai muito além de uma simples mudança estética. É um procedimento que se relaciona com a autoestima, compreensão da própria beleza e resgate de uma identidade perdida.

"Eu fui criada achando que cabelo crespo, cacheado e enrolado era a coisa mais feia do mundo e que aquilo não era normal", afirmou Ludmilla em vídeo publicado em abril (veja abaixo), no qual anunciou que estava abraçando o desafio da transição capilar.

A história da cantora é semelhante a de milhares de meninas negras, que ainda sofrem preconceito por conta dos fios cacheados e crespos numa sociedade que custa a entender o valor da diversidade para além do padrão de beleza eurocêntrico.

Capa da revista Cosmopolitan do mês de dezembro, Ludmila mostrou pela primeira vez seus fios naturais. Ela alisava o cabelo com formol desde os 7 anos de idade.

No Twitter, os fãs comemoram o novo visual da artista.

Durante a transição, Ludmilla aderiu aos laces (tipo moderno de peruca) sobre os fios naturais trançados. "Usei mega hair por muito tempo. Quando cortei bem curtinho, meu cabelo estava quebrado e espigado. Foi quando eu comecei a tratar e vi que os cachos podiam ser bonitos", disse a cantora carioca ao jornal Estadão.

Em depoimento à Cosmopolitan, a cantora revelou que a ausência de diversidade estética na escola em que estudou quando criança fez com tivesse vergonha de seus fios naturais.

"Quando eu era pequena, estudava em escola particular e todo mundo tinha cabelo liso. O meu era o único cabelo diferente, crespo. E eu, que queria ter o cabelo igual ao delas, ficava passando formol na cabeça."

Feliz com o resultado alcançado, Ludmilla tem alguns conselhos para quem deseja abandonar os alisamentos agressivos (aos cabelos e autoestima).

"A pior parte do processo é não ter o resultado que você quer logo de cara. Mas foca que dá para fazer e vale muito a pena. Nunca mais você vai ficar com o couro cabeludo ardido. Ser você mesma é maravilhoso."

Que a decisão de Ludmilla inspire muitas outras mulheres!

Quem são as heroínas negras do Brasil