MULHERES

Ana Maria Braga aparece de olho roxo em vídeo para pedir o combate à violência contra a mulher

O machucado, no entanto, era feito de maquiagem e serviu para sensibilizar os fãs sobre a situação das vítimas de violência.

24/11/2017 11:50 -02 | Atualizado 24/11/2017 11:51 -02
Reprodução
Ana Maria assusta fãs ao aparecer com olho roxo em campanha contra violência de gênero.

Ana Maria Braga aparece de olho roxo em vídeo para pedir o combate à violência contra a mulher"Você acha que é o meu rosto que está machucado. Mas é o meu coração". Com esta frase, Ana Maria Braga quer chamar atenção para a violência de gênero no Brasil.

A apresentadora do Mais Você publicou um vídeo em seu perfil do Instagram na última quinta-feira (23) em que aparece com um olho roxo. O machucado, no entanto, era feito de maquiagem e serviu para sensibilizar os fãs sobre a situação das vítimas de violência.

No vídeo, ela se declara apoiadora do movimento "Bem Querer Mulher", organização de empoderamento e apoio às mulheres, e convida o público a conhecer e lutar pela causa.

"Você e eu, unidas, mudamos a história da mulher brasileia", defendeu Ana Maria.

No Brasil, somente em 2016, uma em cada três mulheres sofreram algum tipo de violência. São 503 brasileiras vítimas de agressão física a cada hora.

Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostram que os número de estupros tentados ou consumados por ano no Brasil fica em torno de 527 mil. Porém, apenas 10% são informados à polícia. Ainda, de acordo com a pesquisa, em 70% dos casos o agressor é algum conhecido da vítima.

Não silencie!

"Foi só um empurrãozinho", "Ele só estava irritado com alguma coisa do trabalho e descontou em mim", "Já levei um tapa, mas faz parte do relacionamento". Você já disse alguma dessas frases ou já ouviu alguma mulher dizer? Por medo ou vergonha, muitas mulheres que sofrem algum tipo de violência, seja física, sexual ou psicológica, continuam caladas.

Desde 2005, a Central de Atendimento à Mulher, o Ligue 180, funciona em todo o Brasil e auxilia mulheres em situação de violência 24 horas por dia, sete dias por semana. O próximo passo é procurar uma Delegacia da Mulher ou Delegacia de Defesa da Mulher. O Instituto Patrícia Galvão, referência na defesa da mulher, tem uma página completa com endereços no Brasil. Clique aqui.

Famosas contra cultura do estupro e violência doméstica