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Conselho de Ética do PMDB expulsa a senadora Katia Abreu

Senadora é acusada de violar o código de ética. Para ela, a expulsão não é punição, "é biografia".

23/11/2017 15:05 -02 | Atualizado 23/11/2017 21:48 -02
Divulgação/Kátia Abreu
A senadora desobedeceu a orientação da sigla e votou contra a reforma trabalhista, em julho.

O Conselho de Ética do PMDB decidiu por unanimidade expulsar a senadora Kátia Abreu (TO) do partido nesta quinta-feira (23). A decisão também prevê o cancelamento de sua filiação partidária.

Presidente nacional do PMDB, o senador Romero Jucá (RR) declarou que "acatará de imediato a decisão" e que "a medida demonstra nova fase de posicionamento do partido".

A senadora é acusada de violação ao Código de Ética e Fidelidade Partidária e ao Estatuto do partido. A senadora desobedeceu a orientação da sigla e votou contra a reforma trabalhista, em julho. Também já se pronunciou contra a reforma da Previdência. As reformas são as grandes bandeiras do governo.

Em nota, Kátia Abreu afirmou que foi expulsa exatamente por não ter feito concessão à ética na política. "Fui expulsa por defender posições que desagradam ao governo. Fui expulsa pois ousei dizer não a cargos, privilégios ou regalias do poder".

A mesma comissão de "ética" não ousou abrir processo contra membros do partido presos por corrupção e crimes contra o país.

Ministra da agricultura no segundo mandato de Dilma Rousseff, a senadora foi contra seu processo de impeachment e, desde então, não poupa críticas ao PMDB nem ao governo Temer. Em maio, em pronunciamento no Senado, declarou que o governo demonstrava "incompetência política" e que Temer havia "perdido a governabilidade". Em agosto, disse em entrevista ao Estadão que "o PMDB perdeu o fio da meada".

No twitter, ela tem aproveitado para alfinetar decisões do Planalto.

Apesar do encerramento do processo no conselho de ética, Kátia ainda pode recorrer da decisão junto à Executiva Nacional do partido.

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