POLÍTICA

Ele defendeu Cunha. Fez dancinha pró-Temer. E, agora, é quase ministro

Com a saída do tucano Antônio Imbassahy, é dada como certa a nomeação de Marun para a Secretaria de Governo.

22/11/2017 17:59 -02 | Atualizado 08/12/2017 17:47 -02
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Um soldado.

E está com você para o que der e vier.

Quando 450 deputados votaram pela cassação do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) encabeçou a lista dos dez deputados que esteveram ao lado do peemedebista.

Mesmo com Cunha preso, quando todos pareciam tê-lo abandonado, Marun estava lá. Usou, inclusive, dinheiro da Câmara para visitar o amigo na prisão.

Na primeira denúncia contra Temer, quem esteve lá para defendê-lo com unhas e dentes? Marun.

E na segunda, quem fez até dancinha?

Quem sempre está pronto para defender o governo do PMDB? Pode ser na reforma da previdência.

Ou na CPMI da JBS.

Ele é o testa de ferro do Temer.

Este é Carlos Marun. O futuro ministro da Secretaria de Governo de Temer. Um homem de 1,89 m de altura, com voz grossa, assertiva e de temperamento explosivo.

A nomeação de Marun é uma das cartas do presidente joga para tentar salvar a reforma da previdência.

O deputado foi escolhido pela bancada do PMDB da Câmara. Mas nem todos os peemedebistas estão satisfeitos. Olha esse Renan:

Em contrapartida à nomeação de Marun, há a promessa de fidelidade na votação da reforma.

Mas o peemedebista, ao menos no governo de Dilma Rousseff, não gostava desse negócio de trocar cargo por voto.

Nosso posicionamento em plenário não dependerá desse tipo de barganha por cargos.

O desejo de parte da bancada era emplacar Marun no Ministério das Cidades, pasta que cuida de programas como o Minha Casa, Minha Vida e que foi entregue a Alexandre Baldy (o menino de outro de Cachoeira).

Pesou contra o soldado de Cunha o fato de ser investigado por improbidade administrativa justamente quando era presidente da Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul (Agehab). Ele é acusado, com outros 13 réus, de desviar R$ 16,6 milhões da agência.

A favor de Marun, entretanto, conta o fato de que ele prometeu não se candidatar em 2018. Ou seja, não precisará deixar o governo em abril.

Marun deveria ter tomado posse no último dia 22, mas o governo Temer decidiu esperar uma resposta do senador Aécio Neves (PSDB-MG) sobre a entrega dos cargos que estão sob comando dos tucanos. A pasta estava sob o comando do tucano Antônio Imbassahy, que pediu demissão nesta sexta-feira (8).

Votação denúncia Temer