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Alckmin vai ao Nordeste, flerta com Renata Campos e assume discurso à esquerda

Na busca pela vaga do PSDB na disputa pela Presidência, governador de São Paulo viaja, ataca PT e fala de suas propostas para o Brasil.

21/11/2017 15:52 -02 | Atualizado 21/11/2017 15:52 -02
Brazil Photo Press/CON via Getty Images
Alckmin busca consolidar sua imagem no Nordeste e ganhar o apoio do PSB em Pernambuco.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), passou o feriado em Pernambuco em clima de pré-campanha presidencial. Ele visitou comunidades, lideranças políticas, empresários e uma igreja católica. Fez questão de mostrar que o Nordeste "estará no coração do projeto de Brasil" do PSDB.

Enfraquecido na região, seu partido perdeu as últimas quatro eleições para o PT. Sobre o principal rival, o governador declarou que hoje o PT é um "desastre completo". Em entrevista à Rádio Jornal Pernambuco nesta segunda-feira (20), ele disse que não quer "ser candidato pra derrotar Lula ou Bolsonaro, mas para mudar o Brasil".

Em Recife, Alckmin se encontrou com Renata Campos, viúva de Eduardo Campos. Segundo o jornalista Kennedy Alencar, há especulações de alas do PSDB e do PSB para que Renata seja vice de Geraldo em uma eventual candidatura.

Na entrevista à rádio, o governador disse que o partido não se decidiu por uma chapa puro sangue e que, para as eleições, "é natural que haja aliança, geralmente com outro partido e outra região para contemplar aspirações nacionais".

Os dois partidos já se aliaram em 2014, quando a então candidata Marina Silva, do PSB, apoiou Aécio Neves, candidato do PSDB, no segundo turno das eleições presidenciais. Neste ano, o PSB flerta com a possibilidade de lançar o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa como candidato em 2018.

Alckmin busca assumir um discurso mais à esquerda. No Dia da Consciência Negra, reconheceu que "o Brasil é um país extremamente desigual e injusto, especialmente para os negros".

Em outro momento, durante o encontro "Gestão Pública e Desafios do Brasil Contemporâneo" em Recife, parafraseou Mario Covas e disse que "o povo erra menos que as elites". E na entrevista à Rádio Jornal Pernambuco, condenou a "injustiça" do modelo tributário brasileiro:

"O Brasil é mais do que desigual; é injusto. Então quem ganha um salário mínimo, metade do que ele gasta é para pagar imposto. Quem ganha 50 [salários mínimos], é 15%. Ele é regressivo. E extremamente injusto."

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