POLÍTICA

Temer diz que brasileiro tem tendendência ao autoritarismo

“A nossa tendência é sempre caminhar para o autoritarismo, para uma certa centralização”, afirmou o presidente na comemoração da Proclamação da República.

15/11/2017 16:24 -02 | Atualizado 15/11/2017 16:24 -02
Ueslei Marcelino / Reuters
Presidente Michel Temer diz que brasileiro tem tendendência ao autoritarismo em discursos de comemoração da Proclamação da República.

O presidente Michel Temer afirmou, em discurso de comemoração da Proclamação da República nesta quarta-feira (15), que os brasileiros têm tendência ao autoritarismo e que os regimes anti-democráticos se deram "não simplesmente por um golpe de estado mas porque o povo também queria".

Se nós não prestigiarmos certos princípios constitucionais, a nossa tendência é sempre caminhar para o autoritarismo, para uma certa centralização. Nós até, o povo brasileiro, temos até, digamos, uma certa tendência para a centralização.

A cerimônia foi em Itu, cidade no interior de São Paulo que sediou a primeira convenção republicana do País, em 1873. No evento, o advogado e administrador José Eduardo Bandeira Mello ganhou o ítulo de cidadão ituano.

Após destacar a importância de Itu na democracia brasileira, Temer fez um resumo da história nacional desde então, enfatizou o que chamou de períodos de centralização (1930-1954 e 1964-1985) da política nacional e concluiu afirmando que seu governo pauta-se pelo fortalecimento dos princípios republicanos.

Temer citou como exemplo da filosofia de sua gestão o respeito à independência dos três poderes e também o apoio à estrutura federativa, apoiando a autonomia de estados e município. "Nós só fazemos reforçá-la", afirmou.

O presidente disse que vem sofrendo contestações, que estão sendo superadas. "Vários eventos que tentaram paralisar o governo", disse, mas argumentou que tem conseguido avançar com diálogo.

Temer definiu seu governo como focado na responsabilidade fiscal e social e listou o que considera seus principais feitos até agora: a definição do teto dos gastos públicos; a queda do desemprego, da inflação e dos juros e a recuperação da credibilidade do país nos organismos internacionais.

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