LGBT

Filme sobre o assassinato da travesti Dandara estreia no 'Festival Mix Brasil'

"Ela não merecia isso. De jeito nenhum. Jamais."

14/11/2017 12:49 -02 | Atualizado 14/11/2017 12:50 -02
Divulgação
Filme traz depoimentos de familiares e pessoas que conviveram com Dandara.

Em fevereiro deste ano, Dandara Kataryne, de 42 anos, foi espancada, torturada e morta por cinco homens, no bairro Bom Jardim, em Fortaleza (CE).

O vídeo com as cenas das agressões brutais sofridas pela travesti circularam pelas redes sociais e aplicativos de mensagens no Brasil revelando o horror da transfobia.

Na gravação de pouco mais de um minuto, a vítima aprece recebendo chutes, tapas e sendo atingida por um pedaço de madeira. Dandara sangra e tenta subir em um carrinho de mão enferrujado.

Nesse carrinho, ela é levada para a morte.

A morte de Dandara poderia passar despercebido no noticiário do país que mais mata travestis e transexuais. No entanto, o caso ganhou notoriedade justamente por conta das imagens feitas pelos assassinos.

Tomando como ponto de partida a repercussão do caso, os diretores Flávia Ayer e Fred Bottrel decidiram resgatar a história da travesti que morreu à margem da sociedade.

Gravado na capital cearense, o curta-metragem Dandara revela onde a travesti nasceu, viveu, trabalhou e foi assassinada. A produção se propõe a expor um retrato humano de Dandara por meio de depoimentos de familiares e pessoas que conviveram com ela.

Assista ao trailer:

Com duração de 14 minutos, Dandara é uma coprodução do Jornal Estado de Minas e da Mult. Gravado em março de 2017, o trabalho decorre de uma grande reportagem publicada pelo jornal no mesmo mês.

A estreia do filme será no Festival Mix Brasil em duas sessões, que ocorre entre os dias 15 e 26 de novembro. Serão realizadas duas sessões no CCSP (Centro Cultural São Paulo): domingo (19), às 15h30, e terça (21), às 19h30.

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