ENTRETENIMENTO

'Não toleramos racismo': Globo afasta William Waack após vazamento de vídeo

Em intervalo de noticiário de 2016, âncora se irrita com barulho e dispara: “É coisa de preto”.

08/11/2017 21:45 -02 | Atualizado 08/11/2017 22:06 -02
Reprodução/Twitter
O comunicado ainda esclarece que, "Waack afirma não se lembrar do que disse, já que o áudio não tem clareza, mas pede sinceras desculpas àqueles que se sentiram ultrajados pela situação".
Tá buzinando por quê, seu merda do cacete? Não vou nem falar, porque eu sei quem é... é preto. É coisa de preto.

As declarações acima foram feitas pelo apresentador do Jornal da Globo, William Waack, em vídeo publicado no Twitter nesta quarta-feira (8). Após a repercussão das imagens, a Globo anunciou, por meio de um comunicado, que afastará o jornalista até que a situação seja completamente esclarecida.

A nota diz:

"A Globo é visceralmente contra o racismo em todas as suas formas e manifestações. Nenhuma circunstância pode servir de atenuante. Diante disso, a Globo está afastando o apresentador William Waack de suas funções em decorrência do vídeo que passou hoje a circular na internet, até que a situação esteja esclarecida."

O comunicado ainda esclarece que, "Waack afirma não se lembrar do que disse, já que o áudio não tem clareza, mas pede sinceras desculpas àqueles que se sentiram ultrajados pela situação".

E continua: "William Waack é um dos mais respeitados profissionais brasileiros, com um extenso currículo de serviços ao jornalismo."

A emissora ainda informa que, a partir de amanhã, conversará com o jornalista sobre os "próximos passos".

O racismo quando 'ninguém vê'

No registro de pouco menos de 30 segundos, Waack aparece no intervalo de um noticiário da TV Globo, sem saber que está sendo filmado. Em frente à Casa Branca, em Washington (EUA), ele ouve um carro buzinando insistentemente na rua. Irritado, o âncora do Jornal da Globo dispara as frases de cunho racista. Na sequência, o comentarista concorda com Waack e a dupla ri.

Assista ao vídeo:

As frases foram ditas há exatamente 1 ano, em 8 de novembro do ano passado, durante a cobertura da vitória presidencial de Donald Trump nos Estados Unidos. O jornalista aparece ao lado de Paulo Sotero, diretor do Wilson Center, em Washington (DC).