POLÍTICA

'Bolsonaro não aponta saída, ele agrava a crise', diz Manuela D'Ávila

Pré-candidata à Presidência pelo PC do B nega racha com PT e oposição a Bolsonaro: 'Contraponto ao Bolsonaro é o bom senso da população brasileiro'.

08/11/2017 17:00 -02 | Atualizado 08/11/2017 17:00 -02
Montagem/Reprodução/Agência Brasil
Manuela D'Ávila sobre Bolsonaro: "certamente não será o ódio e a destruição das instituições brasileiras que serão a solução para crise".

Pré-candidata do PCdoB à Presidência da República, a deputada estadual Manuela D'Ávila (RS) nega que seja um contraponto à candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e também diz que não há racha com o PT, do pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva.

Ela acredita que quando os candidatos tiverem que discutir qual a política para segurança pública e retomada da economia "certamente não será o ódio e a destruição das instituições brasileiras que serão a solução".

"Bolsonaro não aponta saída para crise. Ele agrava a crise que o País vive. Contraponto ao Bolsonaro é o bom senso da população brasileiro, das mulheres, dos trabalhadores."

A deputada ressalta que o PCdoB está historicamente ligado às lutas em defesa do povo brasileiro e das mulheres que, na sua opinião, são sempre as que mais sofrem com a desigualdade.

Relação fraternal

Em sua primeira entrevista coletiva após a formalização do interesse em concorrer ao Palácio do Planalto, ela também negou qualquer problema na relação "praticamente fraternal" com o Partido dos Trabalhadores. O PC do B é um dos principais aliados do partido que tem Lula como pré-candidato.

"Não se trata de ruptura, mas de uma candidatura para apresentar nossas propostas."

A ideia defendida por Manuela é a de compor uma ampla frente para repensar o País. Questionada se havia um convite para o PT participar desse movimento, ela disse que está convidando todos os brasileiros patriotas (termo usado por Bolsonaro em seus discursos) e comprometidos com o desenvolvimento nacional.

O posicionamento do PC do B para 2018 foi mal recebido entre os petistas, apesar da presidente da legenda, senadora Gleisi Hoffmann (PR), ter parabenizado o partido. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ), por exemplo, afirmou que os aliados estavam cometendo um erro e que deviam se unir em torno da candidatura de Lula.

Manuela nega que o partido possa recuar do interesse em disputar o comando do Executivo. Uma de suas promessas é revogar a proposta que criou o teto de gastos. "Não contribui para o desenvolvimento do País e diminuição da desigualdade."

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