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Sondado por partidos de esquerda para 2018, Boulos defende ocupações e prega 'acabar com a farra dos bancos'

Líder do MTST: 'O que chamam de extremismo é muitas vezes apenas uma questão de justiça'.

06/11/2017 17:23 -02 | Atualizado 06/11/2017 17:23 -02
Ueslei Marcelino / Reuters
Guilherme Boulos foi chamado de "Bolsonaro da esquerda".

O líder do MTST, Guilherme Boulos, assumiu um discurso de candidato em vídeo para a página Quebrando o Tabu nesta segunda-feira (6). No vídeo gravado para ser uma resposta a críticas que recebeu recentemente, ele vai além de rebater a pecha de "extremista" e fala sobre propostas governamentais, como redução da desigualdade e da corrupção no País.

Boulos foi chamado de "Bolsonaro da esquerda" e criticado por realizar ocupações. Na gravação, ele defende as ocupações comparando o número de famílias sem moradia no Brasil com a quantidade de imóveis ociosos. Segundo ele, há "6,2 milhões de famílias sem casa e 7 milhões de imóveis vazios". "Ninguém ocupa uma terra porque deseja, mas por completa falta de opção."

Ele também cita o recente relatório da Oxfam, que revelou que os seis maiores bilionários do País têm a mesma riqueza que os 100 milhões mais pobres, para propor mediadas de combate à desigualdade. "Uma ferida como essa não se enfrenta com lenga lenga, mas com um projeto de profunda distribuição de renda, com taxação de grandes fortunas, pondo fim à farra dos bancos e com políticas sociais ousadas."

O militante também critica o atual modelo de democracia brasileiro. Ao minimizar a participação eleitoral que consiste em "apertar um botão de quatro em quatro anos", ele defende que os brasileiros sejam chamados a decidir sobre "os temas que interessam a todos".

Na última segunda-feira (30), a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, destacou a participação de Boulos na corrida eleitoral de 2018. Segundo a coluna, o militante tem sido apontado como o sucessor de Lula na esquerda.

Além de figurar ao lado do líder petista, ele também é sondado pelo PSOL para o pleito do próximo ano. Ele pode não concorrer agora, mas já começa a se colocar no debate político.

Assista ao vídeo completo:

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