ENTRETENIMENTO

‘Mindhunter’: 3 casos reais da série que vão te dar pesadelos

Tente não se arrepiar lendo isto.

04/11/2017 15:44 -02 | Atualizado 04/11/2017 15:44 -02
Reprodução
Cameron Britton em cena de ‘Mindhunter’ como Edmund Kemper.

Seja para tentar entender os próprios atos, buscar alguma recompensa ou apenas ter companhia e jogar conversa fora, dezenas de serial killers espalhados pelos Estados Unidos decidiram se abrir em entrevistas para a dupla de agentes John Douglas e Robert Ressler (1937–2013) nos anos 1970.

Ambos são responsáveis por coletar informações sobre esses homens e os crimes que eles cometeram — o resultado desse trabalho árduo e sinistro ajudou a consolidar a psicologia criminal e mudou para sempre a maneira de o FBI abordar casos de serial killers.

Com o escritor e cineasta Mark Olshaker, Douglas registrou esses casos no livro Mindhunter: O Primeiro Caçador de Serial Killers Americano (Intrínseca, 2017), que foi adaptado para a série homônima da Netflix, grande sucesso desde a estreia em 13 de outubro.

Aqui estão algumas histórias abordadas em Mindhunter — e que também são um dos casos mais famosos de serial killers dos EUA.

Avisamos de antemão: o conteúdo a seguir pode ser perturbador para algumas pessoas.

1. Richard Speck (1941–1991)

© Bettmann/CORBIS

"Nascido para fazer o inferno": Richard Franklin Speck tinha esta frase tatuada em um antebraço. Foi o suficiente para ser identificado em um hospital, após dar entrada em decorrência de uma tentativa de suicídio.

Em 1966, em um bairro da zona sul de Chicago, Speck invadiu uma casa dividida por oito jovens mulheres. A intenção dele — à época com apenas 24 anos — era roubar dinheiro para ir embora da cidade. No entanto, após amarrar todas elas, ele aparentemente mudou de ideia: Speck estuprou as oito garotas e as estrangulou, esfaqueou e entalhou. A única sobrevivente, que conseguiu ver a tatuagem, o denunciou para a polícia.

Speck não é considerado por John Douglas um serial killer, mas um "assassino em massa", pois fez mais de uma vítima em um só ato.

Ele morreu aos 49 anos na prisão, na véspera do próprio aniversário, após ter um ataque cardíaco.

Na série Mindhunter, ele é interpretado por Jack Erdie e aparece no episódio nove.

2. Edmund Kemper (1948–)

Santa Cruz County Sheriff's Office

Edmund Edmil Kemper III, vindo de uma família extremamente disfuncional, começou a apresentar comportamentos "estranhos" ainda na infância, após o divórcio dos pais.

Ele esquartejou os dois gatos de estimação da família e brincava com Susan, sua irmã mais velha, de rituais de morte. Após ser expulso de casa pela mãe, Ed Kemper foi viver com os avós no interior; ele assassinou ambos a tiros.

Em seguida, ele foi internado em um hospital psiquiátrico para criminosos. Aos 21 anos, foi liberado a contragosto dos psiquiatras e colocado sob custódia da mãe abusiva. Alto e corpulento, na ocasião ele media 2,06 m e pesava cerca de 135 kg.

Kemper fez mais oito vítimas — todas mulheres, os crimes envolveram asfixiamentos, esquartejamentos, decapitações, dissecações e até estupro dos cadáveres. Uma das vítimas foi a própria mãe, que ele assassinou a marteladas, estuprou, retirou a laringe e a destruiu no triturador da pia da cozinha.

Embora tenha pedido a pena de morte "por tortura", ele foi condenado a prisão perpétua.

Cameron Britton está assustadoramente parecido com Kemper na série da Netflix. Ele interpreta o personagem nos capítulos dois, três e dez.

3. Jerry Brudos (1939–2006)

Reprodução/PinsDaddy.com

Jerome Henry "Jerry" Brudos tinha gosto por sapatos e roupas femininas. Na adolescência, ele invadia casas para roubar essas peças e depois as vestia; ele chegou a estrangular até o desmaio algumas mulheres que o flagraram roubando seus pertences.

Em 1968, já casado e pai de duas crianças, ele ouviu a campainha de casa tocar. Era Linda Slawson, de apenas 19 anos, que vendia enciclopédias e, por engano, foi parar na casa dele. Brudos a arrastou até o porão de sua casa, onde a espancou e estrangulou.

Depois, ele vestiu o cadáver com várias roupas da coleção particular que mantinha e livrou-se dele no rio Willamette — mas antes, cortou o pé esquerdo de Linda, calçou-o em um sapato de salto alto de sua coleção e o guardou no freezer.

A garota não foi a última vítima de Brudos. Após ser identificado por outras mulheres e ser preso em uma operação da polícia, ele confessou os crimes que cometeu. Brudos morreu na prisão em decorrência de um câncer de fígado depois de 37 anos de encarceramento.

Ele é interpretado em Mindhunter por Happy Anderson, nos episódios sete e oito.

Divulgação/Intrísica
Capa feita por Aline Ribeiro para a edição brasileira do livro.

Originalmente lançado nos EUA em 1996, o livro Mindhunter chegou ao Brasil no fim de setembro pela Intrínseca. Tem 384 páginas, custa R$ 39,90 em impresso ou R$ 24,90 em e-book.

Já a série da Netflix, disponível desde o último 13, tem dez episódios de 45–60 minutos de duração.

É protagonizada por Jonathan Groff, Holt McCallany, Anna Torv e Hannah Gross. O roteirista e dramaturgo Joe Penhall (A Estrada) é o criador. David Fincher (Garota Exemplar, A Rede Social) dirige alguns episódios e produz toda a temporada com Charlize Theron (Atômica).

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