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5 frases de barracos do STF para vencer qualquer discussão

“Vossa excelência, por favor, me esqueça.”

02/11/2017 12:35 -02 | Atualizado 02/11/2017 12:35 -02
Montagem / Getty Images
Lewandowski, Mendes e Barbosa protagonizam as cinco melhores discussões entre ministros no Supremo Tribunal Federal.

Eles usam toga e trabalham em um prédio feito de mármore. O salário é de R$ 33 mil. Se tratam como "vossa excelência". Mas às vezes perdem a linha.

A discussão mais recente no Supremo Tribunal Federal (STF) foi protagonizada pelos ministros Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes no fim de outubro.

Teve até citação do Chico Buarque. "Vossa excelência devia ouvir a última música do Chico Buarque: 'a raiva é filha do medo e mãe da covardia'", disse Barroso.

Não é a primeira vez que ministros ensinam como ganhar uma discussão.

1. "Eu não faço insinuações."

Ao discutir sobre a falta de vagas na penitenciárias brasileiras, Gilmar Mendes disse a Ricardo Lewandowski que não era de São Bernardo do Campo e não fazia "fraude eleitoral", em referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conterrâneo de Lewandowski que o nomeou para o cargo no Supremo.

Mendes defendia o programa "Começar de Novo", criado por ele quando foi presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

2. "Eu peço que vossa excelência se retrate imediatamente."

Nos tempos de julgamento do mensalão, teve o dia em que o Supremo ensinou o que é "chicana", termo usado no meio jurídico quando alguém dificulta ou impede o andamento de um processo por questões irrelevantes. A discussão entre Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski foi em agosto de 2013, quando eram discutidos os recursos dos condenados.

3. "Vossa excelência tem a capacidade premonitória então."

Barbosa também foi destaque em outras discussões, especialmente à frente do julgamento do escândalo de corrupção. Em agosto de 2013, o embate foi com o ministro Dias Toffoli.

4. "Vossa excelência não está falando com seus capangas."

Em setembro de 2009, em um julgamento sobre o sistema previdenciário do Paraná, o ministro Joaquim Barbosa chegou a dizer que Gilmar Mendes tinha "capangas" em sua terra natal, Mato Grosso. A sessão foi encerrada após discussão.

5. "Vossa excelência, por favor, me esqueça!"

E para encerrar de vez o debate, o ministro Ricardo Lewandowski ensinou que só tem uma forma. A confusão em novembro de 2016 começou quando o magistrado questionou um pedido de vista feito por Gilmar Mendes, que já havia votado. Mendes, por sua vez, criticou a condução do colega durante o impeachment de Dilma Rousseff no Senado.

Os ministros podem mudar o voto até que o julgamento seja finalizado. A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, afirmou que o procedimento de Mendes estava correto.

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