POLÍTICA

Doria declara guerra a Lula e Bolsonaro: 'Extremismo de esquerda e direita'

O prefeito classificou os dois adversários políticos de extremistas e quer reunir o centrão contra eles.

01/11/2017 12:33 -02 | Atualizado 01/11/2017 12:34 -02
Montagem
O prefeito de São Paulo quer unir forças para barrar o crescimento de Lula e Jair Bolsonaro nas pesquisas presidenciais.

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), resolveu reagir ao crescimento de seus principais adversários políticos, Lula (PT-SP) e Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Os dois candidatos lideram as pesquisas presidenciais para 2018 e Doria pretende barrá-los por meio de uma união do centrão no Brasil.

Em palestra no Federação das Indústrias no Rio de Janeiro na terça-feira (31), o prefeito propôs a criação de uma frente ampla formada por diversos partidos de centro, incluindo PSDB, PMDB e DEM. O objetivo é barrar o "extremismo de esquerda ou de direita" representado por Lula e Bolsonaro, respectivamente, segundo ele.

Doria também não poupou Luciano Huck, cada vez mais sondado por partidos de centro e que apareceu com 5% na última pesquisa, empatado com o prefeito.

Para ele, o apresentador não tem chances no próximo pleito. "Luciano é meu amigo, mas não creio que seja uma opção aglutinadora. Sem força partidária, não se ganha essa eleição", declarou.

O prefeito, no entanto, não se posicionou sobre o outro embate que enfrenta, dentro de seu próprio partido -- contra o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP). Os dois disputam a vaga do PSDB para a corrida presidencial.

Doria apenas disse que "não quer ser um elemento fracionador, mas aglutinador" em conversa com jornalistas após a palestra no Rio. Mas disse que "todas as opções estão em aberto".

Quem são os presidenciáveis de 2018