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Uber ou táxi: Apps vencem 1ª batalha, mas guerra será decidida na Câmara

Senadores retiraram do projeto aprovado na Câmara a exigência de placa vermelha para os carros cadastrados nos aplicativos de transporte.

31/10/2017 20:28 -02 | Atualizado 31/10/2017 21:08 -02
Paulo Whitaker / Reuters
Protesto de motoristas de Uber na segunda-feira (30), em São Paulo.

A guerra entre taxistas e apps como Uber e Cabify ganhou mais um episódio nesta terça-feira (31). No momento em que os taxistas pareciam ter saído na frente ao conseguir derrubar um projeto que tramitava nas comissões do Senado e pautar o que foi aprovado na Câmara, os senadores alteraram o projeto em plenário e o texto terá que voltar para a Câmara.

Por enquanto, as discussões seguem e, para os clientes, tudo continua como está. Na prática, os representantes das empresas de aplicativos de transporte privado conquistaram uma pequena vitória e ganharam mais tempo para tentar desidratar o texto. Já para os taxistas, o resultado significa que a guerra não acabou.

O projeto aprovado em abril pela Câmara que foi à votação nesta terça-feira traz uma série de exigência aos aplicativos. Entre elas, a que exige placa vermelha para os motoristas desses aplicativos - o que acabou sendo retirado do texto pelos senadores.

Em votação, eles aprovaram o PLC 28/2017, que veio da Câmara, mas com emendas, a que retira a exigência de placa vermelha, uma que desobriga que o dono do carro seja o motorista e a que tira a possibilidade de regulamentação pela prefeitura.

Todo embate em plenário foi orquestrado durante a tarde na sala do presidente da Casa, Eunício de Oliveira (PMDB-CE). A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) resumiu o embate: "é uma discussão que agrada e desagrada os dois lados, mas foi o ponto de encontro para que a discussão pudesse continuar".

Para os defensores dos aplicativos, o projeto da Câmara, mesmo com as emendas, burocratiza o sistema atual. Já os taxistas reclamam da falta de profissionalização da concorrência.

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