ENTRETENIMENTO

5 motivos por que valeu a pena esperar 470 dias pelo retorno de ‘Stranger Things’

Segunda temporada da divertida série da Netflix volta repleta de novos mistérios — e deliciosas homenagens aos anos 1980.

30/10/2017 14:31 -02 | Atualizado 03/11/2017 10:25 -02
Divulgação
Da esquerda para a direita: Noah Schnapp (Will), Finn Wolfhard (Mike), Gaten Matarazzo (Dustin) e Caleb McLaughlin (Lucas).

Exatos 470 dias estão entre a estreia da (arrebatadora) primeira e a da segunda temporada de Stranger Things (Netflix). Com todo respeito às várias outras séries, nenhuma outra foi capaz de preencher esse "vazio" dentro de nós durante esse longo período. Desculpe aí, Game of Thrones, The Handmaid's Tale e Orange is the New Black, mas as aventuras do quinteto Mike, Dustin, Lucas, Will e Eleven são insubstituíveis.

Vamos lá:

1. Eleven está de volta!

No fim da primeira temporada, ao enfrentar o monstro do Mundo Invertido — ou "Demogorgon", como Mike, Lucas e Dustin o apelidaram —, Eleven (Millie Bobby Brown) simplesmente desaparece. No finalzinho do oitavo e último episódio, fica claro que ela sobreviveu e está escondida na floresta.

Como mostram os trailers do segundo ano, ela volta — desta vez, com madeixas encaracoladas — e está bem. Um ano após conhecer os meninos e ajudá-los no resgate de Will do Mundo Invertido, Eleven está isolada em uma cabana sob os cuidados do policial Jim Hopper (David Harbour).

2. Novos mistérios, porque Hawkins não é uma cidade qualquer

Quem veio antes de Eleven? Por que tantas plantações de abóbora estão tomadas pelo que parece ser uma praga? O que Will trouxe consigo ao voltar do Mundo Invertido? E o que era aquela criatura gosmenta que ele tossiu para fora do corpo? Quem são os misteriosos irmãos Max (Sadie Sink) e Billy (Dacre Montgomery), novos em Hawkins?

Enquanto Jim cuida de Eleven e "investiga" as abóboras; Nancy (Natalia Dyer), Steve (Joe Keery) e Jonathan (Charlie Heaton) lidam com a expectativa dos pais de Barbara (Shannon Purser) de que ela retorne; e Joyce (Winona Ryder) namora o carismático Bob (Sean Astin) e se preocupa com o transtorno de estresse pós-traumático do filho mais novo, Will, o menino tem rápidos "flashbacks" do Mundo Invertido, nos quais vê no céu a sombra gigantesca de um monstro com tentáculos.

3. A trilha sonora está ótima

A "mixtape" deste ano está mais uma vez repleta de músicas dignas de serem tocadas em festas retrô.

"Whip It", do Devo; "Girls On Film", do Duran Duran; "Rock You Like a Hurricane", do Scorpions; "Runaway", do Bon Jovi; "Talking You to Sleep", dos Romantics, e outras tantas pérolas do cult ou farofa são tocadas em toda sua glória e em alto e bom som.

4. Tem bastante cena nojenta

Como boa união de terror com ficção científica que é, Stranger Things nos mostra criaturas e toda sorte de elementos que, em termos de estética e simbolismo, lembram bastante obras dos mestres desses gêneros que marcaram os anos 1980: Steven Spielberg, David Cronenberg, John Carpenter e Stephen King.

Quem é fã de pelo menos um dos quatro citados com certeza já pegou aqui e ali algumas homenagens.

5. Dustin nos apresenta uma nova gíria

"Tubular": esta gíria é típica da língua inglesa naquela década. Usada principalmente por surfistas, ela serve para expressar com mais precisão coisas que são massa e incríveis, mas quando "massa" e "incríveis" não parecem ser o suficiente.

Dustin fala "tubular!" várias vezes. E, vale dizer, é uma gíria bastante dita pelas Tartarugas Ninja, cuja estreia nos quadrinhos foi no mesmo ano em que se passa a nova temporada de Stranger Things: 1984.

Quer saber de outra coisa bacana? Dustin tem dentes desta vez — o ator Gaten Matarazzo, que tem displasia cleidocraniana, uma rara síndrome que prejudica a formação de dentes, usa próteses. Ficou uma gracinha! <3

Stranger Things tem nove episódios de 40–50 minutos e já está disponível na Netflix. Assista ao trailer abaixo — e boa maratona!

Bastidores de 'Stranger Things' da Netflix