POLÍTICA

Mendes não superou o bate-boca com Barroso e alfinetou o colega de novo

Parece que nem um dia após o outro foi capaz de fazer o ministro esquecer o que ouviu na quinta-feira (27).

27/10/2017 17:50 -02 | Atualizado 27/10/2017 17:57 -02
Montagem/STF/Agência Brasil
Gilmar Mendes ouviu poucas e boas do colega Luís Roberto Barroso.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), parece não ter superado o bate-boca com o colega, ministro Luís Roberto Barroso.

Nesta sexta-feira (27), Mendes voltou a alfinetar Barroso e o Supremo. Em um seminário sobre Direito Constitucional, em Brasília, ele disparou: "de vez em quando nós somos esse tipo de corte que proíbe a vaquejada e permite o aborto".

Barroso foi o relator da ação sobre a descriminalização do aborto.

"A decisão [sobre aborto] poderia ter sido favorável à pessoa, por conta do excesso de prazo [de prisão], mas não se precisava entrar no tema. Entrou no tema, porque se viu possibilidade de fazer maioria. De vez em quando nós somos esse tipo de Corte que proíbe a vaquejada e permite o aborto", disse Gilmar Mendes.

Tanto no caso da Vaquejada quanto no do aborto, a decisão foi tomada por maioria do plenário e da Primeira Turma, respectivamente.

'Nós prendemos. Tem gente que solta'

Na quinta-feira, Barroso não se conteve e despejou "verdades" em cima do colega. Disse que Mendes geralmente não trabalha com a verdade, que usa o tempo em plenário para 'destilar ódio', que o colega está sempre com raiva e é leniente com crimes de colarinho branco.

Foi preciso a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, intervir. Mais de uma vez, inclusive. Na primeira vez, Mendes ainda tentou responder as críticas com um "só queria lembrar que".

Aqui a íntegra do bate-boca.

Parece que, nesse caso, nem um dia após o outro foi capaz de fazer o ministro esquecer o que ouviu.

Nós entendemos.

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