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Líder catalão rejeita decisão da Espanha e convoca Parlamento

"Não podemos aceitar este ataque", declarou o líder separatista.

22/10/2017 11:29 -02 | Atualizado 22/10/2017 11:30 -02
Enrique Calvo / Reuters
Antes do seu discurso, Puidgemont participou de uma grande manifestação no centro de Barcelona contra as medidas decididas pelo governo espanhol.

O presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, disse neste sábado (21) que convocará o Parlamento para "debater e decidir" uma resposta às medidas anunciadas pelo primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, contra o processo de independência.

Durante pronunciamento público horas depois do premier informar que iria destituir o líder separatista e todo o seu gabinete e convocaria eleições regionais em até seis meses, Puigdemont afirmou que a reunião também servirá para "defender as instituições" catalães.

O governante disse que convocará o Parlamento para que à tentativa de "liquidar" a autonomia catalã e para combater o que considera uma tentativa do Executivo da Espanha de governar a Catalunha.

"Peço ao parlamento que se encontre em uma sessão plenária durante a qual nós, os representantes da soberania dos cidadãos, poderemos decidir sobre essa tentativa de liquidar nosso governo, nossa democracia e, em consequência, nossas ações", declarou.

"Não podemos aceitar este ataque", declarou o líder separatista, ressaltando que Madri que "humilhar" a Catalunha. Para Puidgemont, o governo espanhol "se situa fora do Estado de direito".

O líder ainda acrescentou que, com todas estas iniciativas, "o governo espanhol, com o apoio do Partido Socialista e do Ciudadanos, lançou o pior ataque às instituições e ao povo da Catalunha desde os decretos do ditador militar Francisco Franco, abolindo a Generalitat".

Antes do seu discurso, Puidgemont participou de uma grande manifestação no centro de Barcelona contra as medidas decididas pelo governo espanhol. Mais de 450 mil pessoas foram às ruas e entoaram gritos de "independência" no protesto organizado com o lema "Em defesa dos direitos e das liberdades".