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Operação contra pedofilia em 25 estados prende pelo menos 20 pessoas

"Os criminosos atuam nas sombras, nos 'guetos' da rede mundial de computadores”, alerta  Polícia Civil.

20/10/2017 09:54 -02 | Atualizado 20/10/2017 09:54 -02
NurPhoto via Getty Images
Operação em 25 unidades da Federação combate pedofilia.

Uma operação conjunta da Polícia Civil nesta sexta-feira (20) de combate a pedofilia em 24 estados e no Distrito Federal prendeu 20 pessoas em flagrante até o momento.

Os presos foram detidos em flagrante com material pornográfico infantil em quatro estados e no Distrito Federal. A operação Luz da Infância conta com 1.100 policiais e tem mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva.

Só em São Paulo, foram 31 mandados de busca e apreensão na capital, Grande São Paulo e interior do estado. Cinco homens, um de São Bernardo do Campo, dois da Zona Norte da capital paulista e dois da Zona Sul, foram levados presos em flagrante.

No Distrito Federal, cinco pessoas foram detidas.

Já no Rio Grande do Sul, celulares e computadores e armas foram apreendidos na cidade de Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Oito homens foram presos no Estado, dois em São Leopoldo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, dois em Santa Maria, na Região Central do estado e quatro em Alvorada, Novo Hamburgo e São Leopoldo e em Lagoa Vermelha.

No Rio de Janeiro, foic centrada na Baixada Fluminense e em São Gonçalo, na região metropolitana. Duas pessoas foram presas.

O foco da operação é o compartilhamento de fotos pela internet. De acordo com a Polícia Civil, o nome Luz na Infância foi escolhido porque a internet facilita a pedofilia e, em geral, "os criminosos atuam nas sombras, nos 'guetos' da rede mundial de computadores. Luz significa propiciar a essas crianças e adolescentes- vítimas- o resgate da sua dignidade bem como retirar da obscuridade esses criminosos".

Os alvos da operação foram identificados por meio de um trabalho de cooperação entre a Diretoria de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Adidância da Polícia de Imigração e Alfandega em Brasília (US Immigration and Customs Enforcement-ICE). A investigação durou seis meses e foi coordenada pela Diretoria de Inteligência (DINT).

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