POLÍTICA

'O momento é de testosterona', diz Ciro Gomes ao se referir à Marina Silva

Em evento no Rio de Janeiro, pré-candidato à Presidência da República analisou cenário eleitoral e falou sobre perspectivas para 2018.

19/10/2017 20:11 -02 | Atualizado 20/10/2017 10:25 -02
Divulgação/PDT/Ari Miranda
Ciro Gomes em evento do PDT, no Mato Grosso, em junho de 2017.

*O título desta matéria foi corrigido por não retratar com precisão o que o pré-candidato havia declarado.

"O momento é muito de testosterona, é um momento muito agressivo, e ela tem uma psicologia muito avessa a isso."

As aspas acima são de Ciro Gomes, pré-candidato à Presidência da República pelo PDT, sobre Marina Silva (Rede). Em encontro com empresários nesta quinta-feira (19), na sede da Firjan (Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o ex-governador do Ceará citou o hormônio masculino para reforçar que não a vê com "apetite para ser candidata" em 2018.

Eu não estou vendo a Marina com apetite para ser candidata. Ou é tática nova que nunca vi na vida. Esse negócio de jogar parado. Não vejo ela com energia. Eu não elogio isso, é algo do Brasil. E o momento é muito de testosterona, é um momento muito agressivo, e ela tem uma psicologia muito avessa a isso. Eu estou achando que ela não é candidata.

Ainda segundo o jornal, durante o evento Ciro também fez críticas à postura do PSDB dizendo que o partido "vai fazer uma campanha situacionista" para 2018 e citou nomes de Geraldo Alckmin, João Doria e Aécio Neves, a quem chamou de "cadáver político".

Ele disse:

PSDB vai fazer campanha situacionista, segurar a alça do caixão de um governo que tem 3% de aprovação. Vai deixar para véspera da eleição para sair e ficar com justa estigma de oportunista.

Segundo o Valor, o ex-ministro afirmou:

"Para não parar de fazer besteira, o Doria contesta o Alckmin, que o inventou. Qualquer político sabe que o Alckmin aumentava as remotas e decrescentes chances do PSDB. [...] Aécio é um cadáver político, e o que se faz com um cadáver é sepultar. E aí não sei por que não se sepulta. O cara está lá dando as cartas."

Nesta semana, o plenário do Senado Federal decidiu por 44 votos a 26 derrubar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que estabeleceu recolhimento domiciliar noturno e afastamento do mandato do senador Aécio Neves (PSDB-MG). O senador mineiro estava afastado do Congresso Nacional e impedido de deixar sua residência no período noturno desde 26 de setembro.

O ex-governador e ex-ministro também falou sobre Jair Bolsonaro. Para ele, o deputado "representa uma coisa muito respeitável que é a repulsa do povo brasileiro com a prática média da política".