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Lula: 'Eu sei perder, mas não aceito sacanagem jurídica para me tirar da disputa'

Em ato do PT em Guarulhos (SP), o ex-presidente acusou o Judiciário e a oposição de tentarem barrar sua candidatura.

17/10/2017 15:45 -02 | Atualizado 17/10/2017 15:45 -02
Ueslei Marcelino / Reuters
"Eu perdi em 82, 89, 94 e 98 e voltei quieto pra casa. Eles perderam uma pra Dilma e o Aécio criou esse clima de ódio." 

O ex-presidente Lula mandou um recado para a oposição e para o Judiciário durante ato do PT em Guarulhos nesta segunda-feira (16). "Eles podem me vencer uma vez sem nenhum problema. Eu sei perder, eu sei esperar. A única coisa que eu não aceito é eles fazerem sacanagem jurídica para me tirar da disputa."

Para Lula, a prova de que existe uma perseguição jurídica que visa torná-lo inelegível são os constantes processos contra ele e a ausência de indícios tão fortes quanto aqueles envolvendo outros políticos. "Eles já pegaram conta de gente na Suíça, já pegaram hotel cheio de mala, já descobriram telefonema do Aécio pegando dinheiro. Eles invadiram a minha casa, invadiram a casa dos meus quatro filhos e não acharam nada", disse, referindo-se ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, no caso das contas na Suíça, e ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, no caso dos R$ 51 milhões encontrados no bunker usado por ele.

O ex-presidente relembrou sua trajetória de eleições perdidas e criticou o pedido de impeachment feito pelo PSDB após a reeleição de Dilma Rousseff, em 2014.

"Eu perdi em 82, 89, 94 e 98 e voltei quieto pra casa. Eles perderam uma pra Dilma, e o Aécio criou esse clima de ódio", declarou.

Para finalizar, ele chamou a oposição para debater ideias nas ruas e pediu que a disputa seja decidida nas urnas. Para ele, o PT é o "único partido de reconhecido pelo povo brasileiro".

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