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Governistas vencem eleições na Venezuela e oposição contesta

Nicolás Maduro definiu a votação como um 'triunfo total'.

16/10/2017 10:46 -02 | Atualizado 16/10/2017 11:03 -02
PRESIDENCIA via Getty Images
Os partidos opositores, aglutinados na Mesa de Unidade Democrática (MUD), apostavam nessa votação para derrotar o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), no poder há 18 anos.

Após apuração de 95,8% dos votos, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela informou na noite deste domingo (15) que o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), ligado ao presidente Nicolás Maduro, venceu as eleições para governadores em 17 dos 23 estados.

No primeiro boletim divulgado pela presidente do CNE, Tibisay Lucena, os resultados são considerados "irreversíveis" em 22 estados. O índice de participação na votação foi de 61% dos eleitores. Para Maduro, a eleição foi "um triunfo total".

Além disso, o chefe de Estado venezuelano afirmou que os governadores eleitos devem ser subordinados à Constituinte.

Por sua vez, o chefe da campanha da Mesa de Unidade Democrática (MUD), Gerardo Blyde, disse que não reconhece os resultados das eleições e pediu que seja realizada uma auditoria.

Blyde denunciou diversas irregularidades, como a decisão do governo de transferir os locais de centros de votação de última hora, o que afetou cerca de 700 mil eleitores - 224 mil no estado de Miranda, um dos principais redutos da oposição, governado pelo ex-candidato presidencial Enrique Capriles.

Os partidos opositores, aglutinados na Mesa de Unidade Democrática (MUD), apostavam nessa votação para derrotar o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), no poder há 18 anos.

As pesquisas de opinião indicavam que, se mais de 60% do eleitorado votasse, a oposição elegeria entre 15 e 18 governadores. Mas, apesar da participação eleitoral ter sido alta (61,14%), os resultados do primeiro boletim oficial, divulgado duas horas após o fechamento das últimas urnas, foram o oposto.

Segundo a presidente do CNE, com 95,8% dos votos apurados, apenas um estado – Bolívar – continuava sem definição. Nos demais, a "tendência irreversível" assegurava a vitória da oposição em cinco estados (apenas dois a mais dos que já tinha).

Auditoria é pedida

O chefe de campanha da MUD, Gerardo Blyde, disse que não reconhece os resultados das eleições, pediu que se realize uma auditoria e denunciou irregularidades.

Entre elas, a decisão do governo de transferir centros de votação de última hora, afetando 700 mil eleitores – 224 mil deles no estado de Miranda, um dos principais redutos da oposição, governado pelo ex-candidato presidencial Enrique Capriles.

Já o presidente Nicolás Maduro comemorou o triunfo que, segundo ele, representa uma vitória da "paz e da democracia". Em 2018, serão realizadas eleições presidenciais e Maduro espera se candidatar à reeleição ou fazer o seu sucessor.

(Com informações da Agência Brasil e Ansa).

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