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O curso de como pegar mulher e outras 5 reportagens que vão mudar sua visão sobre jornalismo

A Agência Pública é uma organização fundada e dirigida por mulheres que faz jornalismo investigativo.

29/09/2017 19:58 -03 | Atualizado 29/09/2017 20:00 -03
Getty Images/iStockphoto
A Agência Pública é uma organização fundada e dirigida por mulheres que faz jornalismo investigativo.

A Agência Pública, uma organização fundada e dirigida por mulheres e que faz jornalismo investigativo, abriu uma campanha de financiamento coletivo. Queremos levantar R$ 80 mil para realizar grandes reportagens.

O projeto é bem divertido. Além de recompensas como HQs, fotos e adesivos, todo mundo que doar vai poder votar, todo mês, no que vamos investigar. Aqui está o site da campanha: www.catarse.me/reportagempublica2017

Aqui no HuffPost , muitos dos leitores já conhecem a Pública, mesmo sem saber: o HuffPost é um dos sites que republicam as nossas reportagens, focadas em investigar e denunciar violações de direitos humanos, abuso de poder, corrupção e falta de transparência.

Por isso, listamos 7 motivos para vocês apoiarem essa mulherada que faz jornalismo investigativo.

1. Descobrimos como um homem dava cursos de como "pegar mulher na rua":

Reprodução
Técnica de Julien Blanc inclui pegar mulheres pelo pescoço.

... E um jornalista foi até lá fazer o curso. Uma das dicas do "professor": "Não existe esse negócio de mulher ir pra balada pra se divertir. Mulher vai pra balada pra dar. Se quisesse se divertir ficava em casa vendo um filme com as amigas". Leia a reportagem.

Chris Von Ameln
As aulas práticas acontecem na rua e nas baladas.

2. Denunciamos a cultura machista dentro das agências de publicidade.

Reprodução
A campanha de Vono que foi retirada do ar após reclamações na fanpage da marca.

...Depois dessa reportagem o concurso "calota de ouro" foi abolido na agência de publicidade que o fazia. Leia a reportagem.

3. Investigamos o que realmente está por trás do "boom" do feminejo:

Divulgação/Facebook
Maiara e Maraisa e Marília Mendonça cantaram juntas em Barretos.

"Uma música como 'Alô porteiro', de Marília Mendonça, ou as de Maiara e Maraísa falando de suas noitadas de amor causam estranhamento? Porque, se a gente pega Roberta Miranda ou Paula Fernandes, ainda havia ali um discurso muito colado no ideal patriarcal, que colocava o homem, de alguma forma, num lugar de poder", analisa um professor da UFPE. Leia a reportagem.

4. Fomos ouvir os policiais de todo o Brasil

E falamos sobre o treinamento desumano que recebem, e sobre os níveis de stress alarmantes que eles têm que enfrentar. Leia a reportagem.

Getty Images/iStockphoto
64,3% dos PMs já foram humilhados ou desrespeitados por superiores, segundo pesquisa.

E ainda ouvimos um ex-policial que se tornou um assassino, autor do livro "Como nascem os monstros". Leia a reportagem.

Bel Pedrosa
O ex-soldado da PM, Rodrigo Nogueira, preso em Bangu 6 desde 2009, durante entrevista a Agência Pública, fala de seu livro

(A reportagem foi feita pelo primeiro homem a trabalhar na Pública!)

5. Enviamos um correspondente para fazer o curso obrigatório para homens agressores

A conclusão: "O agressor dorme no homem comum!". Leia a reportagem.

lofilolo
"ele esperava ver monstros, mas viu homens constrangedoramente comuns."

6. E também ouvimos os jogadores de futebol...

Profissional de times pequenos que penam para conseguir viver com um salário pequeno e muito trabalho, enquanto poucos ganham milhões. Leia a reportagem.

Joao Luiz Mendonca Bulcao
A Pública visitou o universo dos pequenos times e dos jogadores profissionais desempregados.

7. No ano passado, a Pública foi o terceiro veículo mais premiado do Brasil, atrás apenas das organizações Globo!

Divulgação

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