POLÍTICA

Quem são os 43 senadores que votaram para revisar afastamento de Aécio

Supremo Tribunal Federal afastou tucano do cargo, mas Senado irá rever a decisão na próxima terça-feira.

28/09/2017 13:27 -03 | Atualizado 28/09/2017 13:27 -03
Ueslei Marcelino / Reuters
Senado Federal irá analisar na próxima semana afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Após articulações de aliados do senador Aécio Neves (PSDB-MG), o plenário do Senado aprovou nesta quinta-feira (28) o requerimento de urgência apresentado por alguns senadores para que o plenário da Casa revise a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de afastar o tucano do mandato.

A decisão foi tomada por 43 votos a 8 e uma abstenção e os parlamentares irão decidir na próxima terça-feira sobre o futuro do ex-presidenciável.

O requerimento foi assinado por parte dos líderes partidários e apresentado pelo líder do PSDB, Paulo Bauer (SC). Alguns parlamentares, contudo, queriam que o assunto fosse decidido já nesta quinta.

Na última terça-feira (26), a Primeira Turma do Supremo negou um recurso da Procuradoria-Geral da República (PGR) de prisão preventiva do senador, acusado de pedir R$ 2 milhões para JBS, mas decidiu o afastar do mandato.

Este foi o terceiro pedido de prisão contra o tucano feito pela PGR na gestão de Rodrigo Janot, encerrada no último dia 17.

Embora todos os ministros tenham negado a prisão, os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux votaram pela suspensão das funções parlamentares do tucano.

Um oficial de Justiça do STF entregou na noite da última quarta-feira (27) ao presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), a notificação sobre o afastamento.

A decisão do STF foi contestada não só por senadores do PSDB, mas até por integrantes do PT, que argumentam que a decisão dos ministros do Supremo fere o disposto na Constituição Federal a respeito do cumprimento de ações de restrição de liberdade contra autoridades com mandato eletivo.

No caso de prisão, como aconteceu com o ex-senador Delcídio Amaral (ex-PT), o plenário precisou dar aval para a prisão.

O PT decidiu, contudo, entrar com um processo contra o tucano no Conselho de Ética da Casa. Em julho, o colegiado arquivou outro representação contra o senador.

Entenda o caso

Aécio já esteve afastado do Senado de 18 de maio a 30 de junho. Em maio, a Polícia Federal deflagrou a Operação Patmos, que cumpriu 49 mandados judiciais de busca e apreensão e de prisão preventiva. A irmã do senador, Andrea Neves e o primo, Frederico Pacheco de Medeiros, foram detidos na época. Ambos foram liberados para prisão domiciliar em 20 de junho.

De acordo com as investigações, Andrea era considerada operadora de Áecio. Em delação premiada, o dono do frigorífico JBS Joesley Batista afirmou à Procuradoria-Geral da República que o senador pediu R$ 2 milhões. O dinheiro seria para pagar despesas judiciais.

Segundo a Polícia Federal, parte do valor foi entregue por um executivo da JBS a Frederico, que repassou o dinheiro a Mendherson de Souza Lima, então assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (PMDB-MG).

Em 2 de junho, a procuradoria denunciou o parlamentar por corrupção e obstrução à Justiça. O senador nega as acusações e diz ser alvo de perseguição.

A defesa de Aécio Neves nega irregularidade e afirma que ele foi "vítima de uma grande e criminosa armação engendrada pelos senhores Joesley Batista e Ricardo Saud em busca dos benefícios de uma generosa delação".

Confira quem votou a favor da urgência para revisar o afastamento de Aécio:

Ana Amélia (PP-RS)

Antonio Anastasia (PSDM-MG)

Ataídes Oliveira (PSDB-TO)

Benedito de Lira (PP-AL)

Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)

Cristovam Buarque (PPS-DF)

Dalirio Beber (PSDB-SC)

Dário Berger (PMDB-SC)

Davi Alcolumbre (DEM-AP)

Edison Lobão (PDMB-MA)

Eduardo Amorim (PSDB-SE)

Eduardo Braga (PMDB-AM)

Eduardo Lopes (PRB-RJ)

Elmano Férrer (PMDB-PI)

Fernando Coelho (PMDB-PE)

Fernando Collor (PTC-AL)

Flexa Ribeiro (PSDB-PA)

Hélio José (PMDB-DF)

Humberto Costa (PT-PE)

Jorge Viana (PT-AC)

José Agripino (DEM-RN)

José Maranhão (PMDB-PB)

José Serra (PSDB-SP)

Lasier Martins (PSD-RS)

Magno Malta (PR-ES)

Maria do Carmo Alves (DEM-SE)

Marta Suplicy (PMDB-SP)

Omar Aziz (PSD-AM)

Paulo Bauer (PSDB-SC)

Raimundo Lira (PMDB-PB)

Renan Calheiros (PMDB-AL)

Ricardo Ferraço (PSDB-ES)

Roberto Muniz (PP-BA)

Roberto Requião (PMDB-PR)

Roberto Rocha (PSB-MA)

Romero Jucá (PMDB-RR)

Ronaldo Caiado (DEM-GO)

Simonte Tebet (PMDB-MS)

Valdir Raupp (PMDB-RO)

Vicentinho Alves (PR-TO)

Waldemir Moka (PMDB-MS)

Wellington Fagundes (PR-MT)

Wilder Morais (PP-GO)

O Dueto de Aécio e Ronaldo