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A homenagem da Playboy ao seu fundador, Hugh Hefner, que morreu hoje aos 91 anos

Em comunicado, filho de Hugh disse que o pai viveu uma "vida excepcional e impactante".

28/09/2017 12:15 -03 | Atualizado 28/09/2017 12:43 -03
Lucy Nicholson / Reuters
Playboy magazine founder Hugh Hefner poses for a portrait at his Playboy mansion in Los Angeles, California, July 27, 2010. REUTERS/Lucy Nicholson (UNITED STATES - Tags: ENTERTAINMENT PROFILE HEADSHOT IMAGES THE DAY)

O empresário Hugh Hefner, fundador da revista masculina mais famosa do mundo, a Playboy, morreu na noite desta quarta-feira (27) aos 91 anos. A morte foi anunciada pelo Twitter da publicação com uma homenagem ao empresário americano. Junto à foto de Hefner, a revista destacou sua ícone frase "a vida é muito curta para viver o sonho de outra pessoa".

Em comunicado, o filho de Hugh, Cooper Hefner, atual chefe de criação da marca, disse que o pai viveu uma "vida excepcional e impactante":

Ele defendeu alguns dos movimentos sociais e culturais mais importantes do nosso tempo, na defesa da liberdade de expressão, dos direitos civis e da liberdade sexual. Ele definiu um estilo de vidaCooper Hefner

Em 1953, aos 27 anos, Hefner fundou a revista que virou símbolo em todo o mundo e criticada e amada durante décadas. Além de fotos de mulheres nuas, a revista também trazia entrevistas ousadas e instigantes em suas edições.

A capa de estreia de "Playboy" foi da atriz Marilyn Monroe, com fotos tiradas anos antes. A revista chegou a ter uma circulação de 5,6 milhões de exemplares em 1975.

De acordo com o site TMZ, o corpo de Hefner ficará em uma cripta ao lado de Monroe, em Los Angeles. Ainda vivo, ele "reservou" a cripta em 1992 e desembolsou cerca de US$ 75 mil dólares para "passar a eternidade ao lado de Marilyn", como disse uma vez. A atriz, que se tornou um dos maiores símbolos sexuais do século XX, morreu em 1962. Hugh Hefner deixa a mulher, Crystal, e quatro filhos.

Sexismo e a tentativa de se repaginar

A Playboy baseou seu crescimento nas últimas décadas na exploração da sexualidade e "objetificação" da mulher em função do homem, mas tentou se reinventar nos últimos anos.

Ao The New York Times, o presidente-executivo da empresa, Scott Flanders, disse que Hugh Hefner tinha concordado por continuar apresentando as mulheres em poses apenas sensuais e provocantes, e não completamente nuas.

A revista optou por esta mudança após a circulação cair de 5,6 milhões de exemplares em 1975 para cerca de 800 mil em 2015. Após seu sucesso inicial, a Playboy foi (e ainda é) atacada por causa da nudez "indecente" e por feministas que a acusavam de reduzir as mulheres a objetos sexuais.

Apesar deste anúncio, a Playboy voltou à fórmula antiga poucos meses depois e continua com dificuldades em se manter em um mundo digital, gratuito e que vende empoderamento e informação, ao invés de sexualidade e objetificação.

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