MULHERES

Fazer sexo oral durante a gravidez pode ser mais complicado do que você imagina

Assim como tudo o que tem a ver com a gravidez.

21/09/2017 17:17 -03 | Atualizado 21/09/2017 17:20 -03

Não é segredo que muitas mulheres ficam mais excitadas do que o normal durante a gravidez, e, se os casais podem manter sua rotina sexual durante as 40 semanas, maravilha.

Mas, um grande desejo vem acompanhado de uma grande responsabilidade, e acontece que o ato aparentemente discreto do sexo oral feminino vem com um alerta quando o bebê está a caminho.

O problema está em quem proporciona o sexo oral — ou seja, se a pessoa tiver uma doença sexualmente transmissível (DST) que poderia ser transmitida ao bebê.

"Se você contrair herpes no terceiro trimestre, há uma chance de 50 por cento que seu bebê será contaminado no parto", disse Terri Warren, autora de The Good News About The Bad News: Herpes: Everything You Need to Know (A Boa Notícia sobre a Má Notícia: Tudo o que Você Precisa Saber sobre Herpes), em entrevista à revista Vice.

Como o sistema imunológico das mulheres fica comprometido durante a gravidez, elas são menos capazes de combater infecções, e isso definitivamente inclui DSTs que, sim, estão presentes no canal do parto.

Segundo a Associação Americana de Saúde Sexual, contrair herpes em estágio avançado da gravidez é particularmente perigoso, porque a mulher não terá os anticorpos necessários para proteger o bebê durante o nascimento. Embora seja raro, o vírus poderia potencialmente contaminar o bebê, levando a complicações médicas e até mesmo causar sua morte.

Mas as DSTs não são a única preocupação quando se trata da chamada cunilíngua, ou seja, a estimulação da genitália feminina com a boca e com a língua. Como destacado pela organização Mayo Clinic, seu parceiro (a) precisa ter cuidado para não deixar entrar ar na vagina durante o sexo oral, porque os vasos sanguíneos aumentados correm um risco maior de embolia aérea — basicamente uma bolha de ar que poderia afetar os sistemas cardiovasculares da mãe e/ou do feto.

Dito isso, é uma ocorrência muito rara, documentada pouquíssimas vezes na literatura médica. Mas, caso esteja preocupada, aceite o conselho da equipe Go Ask Alice!, da Universidade Columbia, e "chupe, beije, lamba, prove pressione (com os lábios ou dedos) ou toque levemente a vulva ou clitóris de uma mulher em vez de soprar ou forçar a entrada de ar diretamente na vagina".

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E, caso você esteja se perguntando sobre o sexo oral para o lado oposto, sim, é aparentemente seguro.

*Este texto foi originalmente publicado no HuffPost CA e traduzido do inglês.

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