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Veja todos os recordes que o furacão Irma superou até agora, segundo um meteorologista

O furacão Irma é a primeira tempestade na história registrada com ventos máximos de 298 km/h por 37 horas seguidas.

15/09/2017 17:58 -03 | Atualizado 15/09/2017 17:58 -03
NOAA

Depois de uma semana de destruição no Caribe, tornou-se claro que o furacão Irma vai ficar na história.

O meteorologista Phil Klotzbach, da Colorado State University, vem rastreando a tempestade implacável há uma semana, tomando nota de todos os recordes que ela quebrou até agora.

"É uma tempestade impressionante, sem sombra de dúvida", disse Klotzbach ao HuffPost. "É uma das mais poderosas dos últimos 50 anos."

(O Atlântico já gerou Energia Ciclônica Acumulada suficiente para se enquadrar na definição de estação acima da média feita pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica. #Irma #Jose).

Na noite de sábado (9), Klotzbach previu que o Irmã ficará conhecido como a segunda maior tempestade da história em matéria de energia ciclônica acumulada (ECA), perdendo apenas para o furacão Ivan, de 2004, que devastou a Costa do Golfo e deixou 20 mortos.

A seguir, os recordes que o Irmã já tinha superado na manhã de domingo, conforme registrados por Klotzbach:

O furacão Irma é a primeira tempestade na história registrada com ventos máximos de 298 km/h por 37 horas seguidas.

Klotzbach escreve que "esse é o tempo mais longo que qualquer ciclone no planeta conservou essa intensidade de ventos. O recorde anterior foi do tufão Haiyan, no Pacífico noroeste, por 24 horas."

(O Irma manteve ventos de 298 km/h por 37 horas, o período mais longo que um CT se manteve tão forte no planeta na era dos satélites (desde 1966). No momento o vento alcança 281 km/h).

O Irma é a tempestade mais forte da história registrada a existir no Atlântico, fora do Caribe e do Golfo do México.

Os ventos do furacão Irma alcançaram velocidade máxima de 298 km/h, sendo a primeira vez que uma tempestade como esta existe no Atlântico. As águas mais quentes do Mar do Caribe e do Golfo do México elevam as chances de ciclones nessas áreas.

O Irma está empatado com o furacão de 1932 em Cuba como o maior tempo passado como furacão de categoria 5.

Um furacão famoso, fortíssimo e sem nome atingiu Cuba em 1932, obrigando um milhão de pessoas a abandonar áreas mais baixas nas províncias centrais do país. O Irma empatou com esse furacão pelo maior tempo passado com força de furacão de categoria 5.

O Irma apresentou a pressão mínima mais baixa de um furacão atlântico já registrado, fora do Caribe ocidental e do Golfo do México.

Para determinar a força de uma tempestade, cientistas medem a pressão barométrica da tempestade em milibares. Quanto mais baixa a pressão da tempestade, mais forte ela tende a ser. O furacão Irma teve 915 milibares, a pressão mais baixa da história registrada em matéria de furacões atlânticos fora do Caribe ocidental e do Golfo do México.

(Tabela de todos os furacões registrados que atingiram o território dos EUA com pressão <933 mb. Pressão atual do Irma. Todas essas tempestades foram devastadoras.)

É a primeira vez na história registrada que houve dois furacões simultâneos no Atlântico com ventos de pelo menos 240 km/h.

No sábado os furacões Irma e José avançavam pelo Atlântico ao mesmo tempo com ventos de 240 km/h, segundo Klotzbach.

(2 furacões atlânticos estão com ventos de 240 km/h no momento (#Irmae#Jose) – 1ª vez na história que o Atlântico tem 2 tempestades de + de 240 km/h ao mesmo tempo.)

O Irma ultrapassou o furacão Ike por ter mais dias como furacão.

Na manhã do domingo o Irma já havia passado 10,75 dias como furacão. Foi o maior tempo que um ciclone tropical atingiu ventos com força de furacão desde o furacão Ike, de 2008, que se manteve com essa força por dez dias.

O Irma gerou mais Energia Ciclônica Acumulada que as oito primeiras tempestades com nome, somadas, da temporada atual de furacões do Atlântico.

A Energia Ciclônica Acumulada (ECA) é mais um critério usado pelos cientistas para medir uma temporada de furacões, usando a energia eólica combinada produzida por uma tempestade durante um período determinado de tempo. Segundo Wunderground, a ECA "é usada para exprimir a atividade e o potencial destrutivo de ciclones tropicais individuais e de temporadas inteiras de ciclones tropicais".

O Irma quebrou o recorde de mais ECA gerada em um período de 24 horas.

O recorde anterior foi do furacão Allen, em 1980.

(#Irma acaba de quebrar o recorde atlântico de Energia Ciclônica Acumulada gerada em um período de 24 horas, quebrando recorde anterior do Allen -1980.)

O Irma é o furacão mais forte já visto na parte norte das Pequenas Antilhas.

Klotzbach observou que, com força de furacão categoria 5, o Irma é a tempestade mais forte já registrada a impactar o norte das Pequenas Antilhas com ventos de até 298 km/h. Antes disso, o furacão Okeechobee (em 1928) e o furacão David (1979) foram os mais fortes a atingir a área, com ventos de 258 km/h.

O Irma foi o mais perto que um furacão de categoria 5 já chegou das Ilhas Turks e Caicos.

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Furacão Irma chega à Florida