POLÍTICA

A entrevista mais sincera de Bolsonaro revela zoofilia, violência contra mulher e frisa homofobia

Como esperado, o presidenciável deixou claro a preferência por vizinhos "normais" e preconceito contra homossexuais.

15/09/2017 07:00 -03
AFP/Getty Images
Presidenciável também rechaça a existência de ditadura do Brasil em 1964.

Em março de 2012, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ), prestes a participar do quadro 'Sem Saída', do CQC, no qual é possível detectar se o entrevistado está dizendo a verdade, disparou: "confesso que estou meio preocupado".

Em sete minutos de "verdades" sobre seu posicionamento político e sua intimidade, o presidenciável soltou informações incômodas, algumas que só enfatizam suas posições controversas- como a homofobia e a negação de ditadura - e outras que chocam.

Bolsonaro admitiu zoofilia e que já bateu em uma mulher. Negou que tenha recebido dinheiro de forma irregular e atirou contra políticos como Dilma Rousseff e Fernando Henrique Cardoso.

As oito verdades de Bolsonaro:

1. Ditadura? Não existiu.

"Dos moldes de 64, sim [apoiaria se ocorresse hoje no Brasil]. E tenho certeza que foi excelente para o Brasil. Que ditadura foi aquela que nenhum tiro foi dado, que as pessoas tinha o direito de ir e vir?"

2. Hitler? Grande estrategista.

"Orgulho [dele] não tenho, né? Você tem que entender o seguinte: guerra é guerra. Ele foi um grande estrategista."

3. Dinheiro de corrupção? Nunca.

"Não, mas já tive proposta. (...) Em 2002, na PEC da reeleição (...) Tive proposta para entrar no mensalão, como tive no governo PT também."

4. Vizinho homossexual? Não pode.

Questionado se prefere ter um vizinho branco ou negro, ele diz que tanto faz, só preferia que não fosse homossexual. "Preferia que fosse um hétero. Uma pessoa normal. (...) Qual pai teria orgulho de ter um filho gay? Se tiver, você depois como fica."

5. Sonho erótico com macho? Não.

- Nem macho mais afeminado? "Nunca."

6. Zoofilia? Já.

"Todo mundo ia atrás de galinha no galinheiro na minha cidade. Alguns mais malandros, iam atrás da bezerrinha, da jumentinha. Era comum. Não tinha mulher como tem hoje."

- Admite que comeu a galinha? "Deu uma voltinha aqui", confessa, aos risos.

7. Bater em mulher? Já.

"Já. Era garoto na Eldorado, uma menina forçou a barra para cima de mim. (...) Não queria trair a galinha", emendou, aos risos.

Bolsonaro não leu a Declaração Universal de Direitos Humanos