POLÍTICA

Fachin manda prender Joesley Batista e Ricardo Saud, da J&F

A prisão temporária foi solicitada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na última sexta-feira (8).

10/09/2017 09:04 -03 | Atualizado 10/09/2017 09:17 -03
AFP/Getty Images

O ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Edson Fachin, relator das investigações da J&F na Lava Jato, mandou prender o empresário e Joesley Batista e o ex-diretor de Relações Institucionais da holding Ricado Saud.

A prisão temporária foi solicitada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na última sexta-feira (8), assim como a do ex-procurador da República Marcello Miller. Neste caso, Fachin não autorizou a prisão.

Janot pediu a prisão após concluir que os colaboradores esconderam do Ministério Público fatos criminosos que deveriam ter sido contados nos depoimentos. As prisões devem ocorrer entre hoje e amanhã, segunda-feira (11).

A conclusão de que os delatores omitiram informações passou a ser investigada pela PGR na segunda-feira (4) a partir de gravações entregues pelos próprios delatores como forma de complementação do acordo, firmado também com Ricardo Saud, ex-executivo da empresa, e Francisco e Assis e Silva, advogado do grupo empresarial.

A PGR também suspeita que o ex-procurador da República Marcelo Miller atuou como "agente duplo" durante o processo de delação. Ele estava na procuradoria no período das negociações e deixou o cargo para atuar em um escritório de advocacia em favor da J&F.

No sábado, a defesa do grupo J&F protocolou um ofício no STF que coloca à disposição dos passaportes de Joesley e de Ricardo Saud.

Joesley, e os delatores da J&F, holding que inclui a JBS, revelaram informações de pagamento de propina contra centenas de políticos de todos os escalões de Brasília, inclusive o presidente Michel Temer, em maio deste ano.

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