ENTRETENIMENTO

Estas são as 4 formas de conhecer (e aproveitar) Salvador como um bom soteropolitano

E aí, partiu arrumar as malas? 😎

09/09/2017 20:21 -03 | Atualizado 10/09/2017 22:31 -03
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Um guia para você conhecer Salvador para além dos pontos turísticos óbvios.

Você já foi à Bahia, nêga? Não? Então vá. Quem vai ao Bonfim nunca mais quer voltar. Muita sorte teve, muita sorte tem, muita sorte terá!

Dorival Caymmi já cantou a Bahia. Além dele, muitos outros também. Mas a verdade é que a cada visita à Salvador, a cidade te presenteia com novas descobertas.

É o cheiro de gente, o abraço apertado, o sotaque aveludado, as delícias de comer e de assistir.

Separamos uma lista de experiências para você que quer descobrir a capital baiana para além dos pontos turísticos mais óbvios.

1. Praticar Stand Up na Rua K

Acorde bem cedinho e siga pra Itapuã. É entre uma das ruas mais charmosas da cidade, a rua K, que você vai encontrar o lugar perfeito para uma boa remada.

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2. Experimentar a verdadeira diversidade da comida baiana

É impossível falar de Salvador e não cometer sinestesias. A cidade tem como marca registrada os temperos, cheiros e sabores que vão muito além do óleo de dendê.

Para começar, um aperitivo. Se você já conhece os famosos acarajés da capital, que tal se aventurar pelo bairro com a maior concentração de lambretas da cidade? Sim, estamos falando da Mouraria. A região fica no centro antigo de Salvador e é um dos cantinhos mais tradicionais para experimentar a iguaria.

De acordo com historiadores, o local recebeu esse nome por suas similaridades com a região portuguesa de mesmo nome: eram bairros lidos como guetos, foram ocupados por famílias não tradicionais portuguesas, mantiveram as ruas de pedra e as construções históricas. Hoje, as calçadas dão espaços para as mesas de botecos que recebem de jovens até as famílias inteiras para um bom petisco.

A lambreta é um molusco formado por duas conchas, típico de áreas de mangue. É preparado em um caldo quente, acompanhado de muito limão, tomate, cebola, coentro, salsa e cebolinha. Dizem por aí que a lambreta é tão deliciosa que rende até uns efeitos afrodisíacos, mas isso ai é papo para mais tarde.

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Depois do petisco, é chegada a hora do prato principal. E aí o cardápio é extenso.

Para uma boa moqueca baiana tradicional (lembre-se, se não for da Bahia, o resto é peixada *risadas*), os preferidos dos soteropolitanos estão espalhados pela cidade. Algumas sugestões são os clássicos Yemanjá e Donana. Outro que vem ganhando o coração de muita gente é o Don Papito, que mistura o dendê com toques da cozinha espanhola.

Agora, se você quiser fugir dos tradicionais e provar algumas receitas mais, digamos, goumertizadas, o Paraíso Tropical, no Cabula, merece a sua vista.

O Chef Beto Pimentel, que comanda a cozinha, é uma atração à parte do cardápio. Bem humorado, ele não economiza ao contar a história das receitas para os clientes.

Outra curiosidade: Boa parte dos ingredientes utilizados nas moquecas é plantado em um pomar cuidado por Beto e que fica instalado nos arredores do restaurante.

Cuidando do jardim! Como amo mexer na terra 🙌🏼 Vai ficar lindo 🌿🌺 #restauranteparaisotropical

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No Rio Vermelho, merece destaque também o restaurante Dona Mariquita que tem como proposta resgatar as comidas típicas regionais servidas nas feiras livres da Bahia.

Por isso, o cardápio vai surpreender com combinações que remetem ao Recôncavo do estado e mistura os sabores do sertanejos, índios e africanos.

Tem moqueca, maniçoba, xinxin de galinha, quiabada, carne do sol, feijoada de frutos do mar...

Cansou de comida baiana? O Shanti é o favorito de quem quer um ambiente bem acolhedor, com opções vegetarianas e cardápio que brinca com as receitas indianas e asiáticas.

Ah! E deixe um espacinho para a sobremesa. A Sorveteria da Ribeira e A Cubana são visitas obrigatórias!

3. Experimentar os bons drinks em bares do Carmo e do Pelourinho

Para fechar a rota dos comes e bebes, dois lugares que valem a visita, sem muito glamour, mas com energias que você não encontra em outros lugares de Salvador: o Santo Antônio Além do Carmo e o Pelourinho.

Reduto de artistas plásticos, escritores, arquitetos e músicos, o Santo Antônio Além do Carmo, ou só Carmo, para os íntimos, é um dos bairros mais antigos de Salvador.

A região tem sido invadida por uma vivacidade de quem gosta dessa mistura de uma cidade cosmopolita, mas que não abre mão da preservação da cultura popular.

Os sobrados e as janelinhas coloridas abrem as portas para bares divertidos que merecem a pedida de uma cerveja ou um drink, como o Zanzi Bar, o Bar Cruz do Pascoal e o Ulisses.

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Além dos bares, locais como o Cafélier, o Espaço Cultural D'Venetta e o Rango Vegan certamente merecem fazer parte do seu roteiro.

Observação: Está permitido encostar em qualquer um dos muros coloridos e grafitados para registrar o melhor ângulo do Carmo.

No Pelô, como é chamado carinhosamente, a pedida é parar em qualquer uma das barraquinhas e experimentar o cravinho baiano, uma infusão de cachaça e cravo que é sensação no Centro Histórico.

4. Eventos culturais (ou um belo fim de tarde e para bater perna por aí)

Acabadas a fome e a sede, é hora de prestar atenção nas atividades que estão revigorando a cena cultural de Salvador.

De museus, certamente estes dois vão valer a visita: O Museu de Arte Sacra e A Casa do Rio Vermelho, o último vai te apresentar a intimidade de Jorge Amado e Zélia Gattai.

Já o Circuito Rolezinho é formado pelas baianas Luma Nascimento e Yasmin Reis que criaram o projeto com o objetivo de ampliar a representatividade negra nos eventos culturais de Salvador.

Em uma parceria com a Red Bull, elas indicaram 5 artistas baianos para você ficar de olhos bem abertos, afinal, a Bahia não é mesmo só axé.

Na orla da cidade, o projeto Jazz na Avenida garante a boa música no fim de tarde na região da Boca do Rio, com entrada franca.

O projeto Jam no Mam, no Museu de Arte Moderna, é perfeito para um dia em que o pôr-do-sol seja imperdível.

Por falar em pôr-do-sol, além da clássica vista do Farol da Barra, ver o sol se despedindo do Humaitá é revigorante.

Se quiser acompanhar o fim de tarde com um delicioso café, na ladeira da Barra o Café Terrasse da Aliança Francesa é destino obrigatório para os mais românticos.

Ali, também na ladeira, o Rua tem sido o point certo do público ~cool~ da cidade.

Como o próprio nome já diz, a ideia é ocupar os espaços públicos. E não foi preciso muito para o bar conquistar a camada hype soteropolitana: bebida boa, cantinho aconchegante e boa música.

Vale ficar de olho na programação da Casa Antuak, residência de artistas que recebe shows e festas nada mainstream. E também na Ancora do Marujo, bar dedicado ao publico drag queen da cidade.

Se a ideia é conhecer as "baladinhas" baianas, o bairro boêmio do Rio Vermelho concentra as principais. Entre elas a XYZ, que quer criar um ambiente eclético para todos os públicos e gostos.

Ainda no Carmo, toda última sexta-feira de cada mês, são as rodas de samba que tomam conta das ruas e largos. É gringo, turista e baiano junto e misturado no mesmo gingado.

Para bater perna, com certeza a avenida Carlos Gomes, no centro, será o local preferido de quem ama garimpar boas peças.

Preste atenção na estilista Najara Black. Ela tem uma loja na avenida com peças plus size maravilhosas.

Eu existo e continuo resistindo! ✊💪 Ph: @eu_italosoares Make: @lissamonte93

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E aí, #partiu arrumar as malas?

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