ENTRETENIMENTO

Agora na Universidade de Copenhague existe um curso chamado 'Beyoncé, Gênero e Raça'

Ok, ladies! ✊

05/09/2017 18:35 -03 | Atualizado 06/09/2017 09:50 -03

O poder de Beyoncé chegou até o mundo acadêmico.

A Universidade de Copenhague, na Dinamarca, criou um curso livre chamado Beyoncé, Gênero e Raça, cujas vagas já foram preenchidas pelos alunos da instituição.

De acordo Erik Steinskog, professor Departamento de Artes e Estudos Culturais da instituição, a ideia do programa é analisar gênero, sexualidade e raça a partir das músicas, performances e clipes do ícone pop que acaba de completar 36 anos.

"Um dos objetivos é apresentar o pensamento do feminismo negro, que não é muito conhecido na Escandinávia", disse Steinskog em entrevista à emissora TV2.

Além de apontar o sucesso de Queen Bey e a capacidade dela de apresentar discussões de cunho feminista e também racial para o grande público, o professor ressaltou também que ela é uma "feminista controversa", o que torna as discussões ainda mais ricas.

"Beyoncé nos faz considerar o que significa ser feminista — ou o que pode significar, mas o feminismo dela é apresentado para uma plateia que não é acadêmica. É difícil não se impressionar. Ela é extremamente boa no que faz", disse Steinskog.

Steinskog também afirmou que esta é a primeira que a Universidade Copenhague oferece um curso focado exclusivamente numa artista, depois de oferecer diferentes aulas sobre músicos homens.

"Isto mostra como é predominante a influência masculina. Um curso que desafia essa influência é extremamente importante", ressalvou.

Desde a formação do Destiny's Child, ao lado de Kelly Rowland e Michelle Williams, Beyoncé aborda temas relacionados ao empoderamento feminino. As discussões em torno do feminismo começaram a ficar mais explícitas no quinto álbum de estúdio e homônimo da cantora.

Lançado em 2014, a trabalho conta com a faixa Flawless, na qual a cantora reflete sobre autoestima e apresenta trechos do discurso We Should All Be Feminist (Sejamos Todos Feministas), da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. Assista ao clipe no player abaixo:

Em 2016, com Lemonade, Beyoncé colocou em perspectiva questões ligadas não só ao feminismo como também discussões sobre questões de raça, baseadas em sua vivência como mulher negra nos EUA.

Essa, no entanto, não é a estreia de Queen Bey na academia.

Em 2016, a Universidade do Texas usou Lemonade em aulas sobre feminismo negro e questões raciais. Enquanto a Universidade do Tenesse criou a Semana Lemonade para discutir os assuntos apresentados no álbum.

Boa sorte aos alunos de Universidade de Copenhague.

Aprendam muito com Queen Bey! ;)

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