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De Larissa a Anira: Este professor montou uma 'Escala Anitta' para avaliar seus alunos

Valendo! Qual seria a sua nota?

25/08/2017 12:52 -03 | Atualizado 25/08/2017 12:57 -03
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Este professor montou uma 'Escala Anitta' para avaliar seus alunos.

Mak Keiber dá aula de inglês para alunos dos 6 aos 60 anos em Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul, e resolveu incentivar as turmas na hora do aprendizado. Mak simplesmente criou a "Escala Anitta de Excelência"!

"Eu quis utilizar a escala para mostrar pros alunos que uma pessoa ''comum' pode atingir a excelência em qualquer área (no caso, eu trouxe isso para o inglês). E a Anitta é o exemplo perfeito de alguém com quem o brasileiro se identifica e que alcançou o sucesso", explica em entrevista ao HuffPost Brasil.

A escala tem quatro níveis que correspondem as fases da carreira da musa do pop-funk-raggaton-porr*toda-brasileiro: Larissa, Mc Anitta, Anitta e Anira.

Cada ~fase~ representa o desempenho dos alunos até o "sucesso internacional". Segundo Mak, a ideia deu super certo, e agora todo mundo quer alcançar o nível "Anira".

A ideia de Mak é resultado de sua proximidade com a cultura pop e tudo que se trata de música e meio artístico. Além de ensinar inglês, Mak canta, é DJ, toca vários instrumentos e compõe.

"Desde que comecei a dar aulas, eu sempre busquei ao máximo trazer esse lado artístico para dentro da sala e sempre utilizei muitos elementos da cultura pop", conta.

Além disso, Mak se identifica como agênero e diz que uma de suas grandes preocupações é trabalhar com os alunos o respeito e a diversidade.

"Na escola temos alunos de todos os perfis sociais, religiões, e etc, e uma maneira muito legal de trabalhar o respeito a essa diversidade é trazendo pessoas com as quais os alunos se identificam e em quem se inspiram. Temos que mostrar que a educação no Brasil não está perdida, e que é importante demais motivar os nossos alunos em qualquer área e também como pessoas", compartilha.

Para Mak, a sua identificação de gênero não é algo a ser debatido nas salas de aula, mas acaba sendo um exemplo de que as pessoas precisam ser respeitadas em suas diferenças, sempre.

"Já conversei bastante sobre isso com os meus colegas de trabalho e a recepção foi super boa. Mas eu nunca conversei muito sobre isso com os alunos porque eu não vi necessidade, visto que muitos deles nem fazem essa distinção. As gerações mais novas já são bem mais abertas à existência da diversidade. Por eu ser agênero, deixo eles se referirem a mim como quiserem, e como na escola onde eu trabalho o nome que está em todos os meus materiais é o meu nome do RG, a maioria dos alunos nem sabe da minha identidade de gênero", explica Mak. "Não acho que a minha identidade de gênero seja algo importante de ser debatido em sala de aula, mas sim o respeito a toda a diversidade, seja ela religiosa, cultural, de gênero, de orientação sexual, de orientação política. Enfim, tento passar aos meus alunos que todos se respeitem como seres humanos, e acredito que é esse o respeito que eles tem por mim, e que quero que eles tenham uns pelos outros: como um ser humano."

É isso Mak, já te consideramos no nível Anira de excelência!

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