POLÍTICA

Lava Jato: STF torna Collor réu por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa

Parte da propina de R$ 29 milhões que o senador é acusado de ter recebido teria sido gasta com carros de luxo, como um Lamborghini de R$ 3,2 milhões.

22/08/2017 17:02 -03 | Atualizado 22/08/2017 20:27 -03
Ueslei Marcelino / Reuters
A defesa do senador Fernando Collor de Mello nega a acusação e diz que não há provas. 

Os ministros da 2ª turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Fernando Collor de Mello (PTC-AL). Ele se torna réu na Operação Lava Jato por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O ministro Edson Fachin, relator da denúncia, considerou válida a justificativa da PGR. A procuradoria acusa o senador de receber propina em contratos da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. Ele teria recebido R$ 29 milhões. Teriam participado do esquema a mulher do parlamentar, Caroline Collor, e outras seis pessoas.

Com o dinheiro, o senador teria comprado carros de luxo como um Lamborghini de R$ 3,2 milhões, uma Ferrari de R$ 1,4 milhão, um Bentley e duas Land Rover. Os carros foram apreendidos em julho.

Além de Fachin, os ministros Celso de Mello, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes votaram a favor de tornar Collor.

A defesa do senador nega a acusação e diz que não há provas.

"Não há prova efetiva de que o senador Collor de Mello tivesse recebido dinheiro destas entidades às quais estaria vinculado, ou seja, a BR Distribuidora, os postos de gasolina ou as empresas privadas às quais fazia contrato. Não há uma prova de que o ingresso nas contas do senador advém dessas empresas ou de atos vinculados à realização desses contratos", enfatiza o advogado do parlamentar Juarez Tavares.

Em nota, Collor afirmou acreditar que, assim como no passado, terá oportunidade de comprovar sua inocência na fase seguinte do processo.

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