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O verdadeiro motivo pelo qual a Princesa Diana não usava luvas

Ela continua sendo lembrada com carinho.

21/08/2017 20:01 -03 | Atualizado 21/08/2017 20:01 -03
David Gray / ReutersDiana
Diana, princesa de Gales, agradece uma garota pelo presente que recebeu em frente ao Centro de Convenções de Sydney, onde foi realizado o almoço de gala do Conselho do Dia da Commonwealth, em 1o de novembro de 1996. Diana estava na Austrália, numa viagem de três dias para arrecadar fundos.

Faz 20 anos que Diana, princesa de Gales, morreu num acidente de carro em Paris. Para marcar a ocasião, são compartilhadas belas histórias da mulher cuja mensagem chegou a muitos corações.

Como sabemos, Diana teve um ativo papel humanitário e aproveitou sua fama para jogar luz sobre inúmeras questões, como HIV/aids, minas terrestres, hanseníase e o problema dos sem-teto.

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Lady Di recebe um buquê de flores de uma jovem paciente, durante sua visita ao Northwick Park Hospital, no noroeste de Londres. Ela compareceu ali para a inauguração da pedra fundamental de um centro de tratamento infantil.

A elegante princesa também usou deliberadamente seu guarda-roupa para transmitir "proximidade e entusiasmo" ao se encontrar com as pessoas, fosse numa missão de caridade ou numa reunião com dignitários.

Eleri Lynn, curadora da exposição Diana: Her Fashion Story, do Palácio Kensington, explicou à revista People, em fevereiro, o significado por trás das escolhas da "princesa do povo" em matéria de moda, incluindo o fato de não usar luvas.

"[Diana] abandonou o protocolo real de usar luvas porque gostava de dar a mão para as pessoas que visitava e de fazer contato direto pele a pele", afirmou Lynn. "Ela também parou de usar chapéu porque, como dizia, 'não se pode abraçar uma criança com chapéu.'"

Não se pode abraçar uma criança com chapéu.

Lady Di também fazia questão de vestir cores vivas ao visitar crianças.

"Quando visitava hospitais, por exemplo, ela usava roupas alegres que transmitiam afeição. Muitas vezes também usava joias grossas para que as crianças pudessem brincar com elas", disse Lynn.

O estilo de Diana mudou muito desde a época em que era recém-casada (cortes quadrados, tweed, cores pálidas), no início dos anos 80, até se tornar a mulher independente e alinhada que conhecemos mais.

"Nos anos 90, realmente vemos que o estilo dela é reduzido e simplificado", diz Lynn. "Após sua separação do príncipe Charles, as pessoas próximas a ela lembram-se que desejava ser conhecida como alguém mais preocupada com o trabalho do que com o modo de vestir. E ela sabia que, para focar no trabalho, precisava simplificar seu visual durante o dia."

É emocionante saber que seus filhos, os príncipes William e Harry, ajudam a manter vivo o seu legado com o trabalho assistencial que ela tanto priorizava.

Harry é cofundador da organização de caridade Sentebale, que presta ajuda a crianças vítimas de pobreza e HIV/aids em Botsuana e Lesoto.

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A princesa de Gales visita um estande de informações sobre aids no Bairro Latino de Paris.

"A caridade é a maneira pela qual eu e o príncipe Seeiso (de Lesoto, o outro cofundador) podemos nos lembrar de nossas mães. Ambas trabalharam com crianças vulneráveis e pessoas afetadas pela aids", escreveu Harry. "Realmente sinto que, ao fazer isso, posso seguir os passos de minha mãe e manter vivo o seu legado."

Ano passado, Harry fez um teste de HIV diante das câmeras no Hospital Guy's e St Thomas' de Londres. A iniciativa, transmitida ao vivo pelo Facebook, refletiu o trabalho realizado por Diana para quebrar tabus em relação à doença.

William, por sua vez, é o patrono real da Tusk Trust, entidade que ajuda a proteger a vida selvagem e promover os esforços de conservação na África. Diana foi patrona da organização Chipangali Wildlife Orphanage no Zimbábue, que resgata e cuida de animais selvagens órfãos, feridos e abandonados, desde 1983 até a sua morte.

Sem dúvida, a memória de Diana continua viva.

*Este texto foi originalmete publicado no HuffPost CA e traduzido do inglês.

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