POLÍTICA

'Todo mundo tem que sair da zona de conforto e entender que é dever cívico participar da coisa pública', diz Ilona Szabó

Co-fundadora do Agora! conta o que é esse movimento de renovação política que pretende acabar com a polarização no Brasil.

20/08/2017 07:34 -03 | Atualizado 20/08/2017 07:50 -03
Reprodução / Facebook
Movimento Agora! quer renovação política e acabar com a polarização no Brasil.

"Quem são as lideranças que nos inspiram? A gente viu que faltavam nomes, que a gente não estava inspirado por ninguém que estava aí. A gente começou a se olhar e falou 'é a nossa geração que vai estar aqui'. Quem se não nós mesmos?"

Foi em uma conversa em Medellín, na Colômbia, em junho de 2016, entre a especialista em segurança pública Ilona Szabó, o cientista político Leandro Machado e Patricia Ellen, sócia da consultoria McKinsey que surgiu o movimento Agora!.

O grupo conta com 50 membros e até 2018 quer chegar a 500, além de cinco mil voluntários associados e tem um objetivo central: renovar a política brasileira. As temáticas vão desde reduzir a desigualdade até aumentar a eficiência do Estado.

A intenção é escutar tanto especialistas quanto brasileiros comuns e elaborar um projeto de País com propostas em diferentes áreas - educação, segurança, geração de emprego, entre outras - até o meio do ano que vem.

Com base em um dos seus nortes - a promoção do diálogo em vez da polarização política - o Agora! tem conversado com lideranças de várias vertentes, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e o economista Eduardo Gianetti, conselheiro de Marina Silva nas campanhas de 2010 e 2014.

Na lista dos próximos diálogos estão o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e Frei Betto, assessor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e coordenador de mobilização social do programa Fome Zero.

"Não pode no Brasil, um país com tanta desigualdade, tantas questões estruturantes num atraso monumental, a gente estar se dividindo numa polarização que não deixa de fato irmos para o âmbito da questão (...) As grandes causas nacionais... saúde, educação, segurança, geração de emprego e renda, tudo está sendo usado de uma forma para criar polêmica porque é o que faz tanto para um lado quanto para o outro, mobilizar as bases", afirmou Ilona em entrevista ao HuffPost Brasil.

O grupo também decidiu lançar candidaturas para a disputa do próximo ano, apesar de não querer formar um partido. O objetivo é ter 30 candidatos de dez estados por meio de legendas que já existem. As conversas tem se concentrado com a Rede.

"Quando a gente nasceu, achava que atuaria somente na área técnica, mas a situação deteriorou tanto e vimos que não dava para ficar só na nossa zona de conforto. Alguns membros teriam que ir para o front político-eleitoral", conta Ilona.

Diretora do Instituto Igarapé, Ilona é especialista em segurança pública, com foco na descriminalização e regulação do consumo de drogas. Participou da campanha do desarmamento quando trabalho na organização Viva Rio e também é uma das roteiristas do filme Quebrando o Tabu.

Confira os principais pontos da entrevista.

HuffPost Brasil: Como funciona o movimento? A ideia é criar uma rede de pessoas que elaborem propostas para melhorar o País? Ou fazer um programa unificado, abordando vários temas?

Ilona Szabó: É um movimento político geracional, tem esse caráter de renovação. Não só da relação da sociedade com a política, mas renovação de uma geração na política, tentar aproximar as pessoas novamente. A gente quer estar impactando com esse movimento tanto a agenda pública, pautando um projeto de país, uma nova visão. E a ação política. A gente quer renovar com novas lideranças podendo assumir um papel político de onde quer que estejam.

Quantos integrantes tem o Agora!?

A gente é formado hoje por 50 membros, mais ou menos entre 30 e 45 anos, de todos os setores. Tem servidores públicos, empresários, empreendedores, líderes sociais, acadêmicos. Tem uma boa representatividade de setores de várias classes sociais. A gente preza muito para que seja um grupo cada vez mais diverso nesse sentido. Não tem ninguém com mandato. Tem gente do serviço público, mas não tem ninguém eleito.

O movimento começou contigo e com o cientista político Leandro Machado?

Eu e Leandro estávamos em Medellín (Colômbia) conversando e chamamos a Patrícia Ellen [sócia da consultoria McKinse] também. Eu e Leandro já estávamos falando que a gente tinha que fazer alguma coisa e chamamos Patrícia, que estava no mesmo lugar. Estávamos um pouco com vergonha da falta de representação no Brasil e de tudo que estava acontecendo. Isso era em junho do ano passado. As coisas já estavam ruins e a gente nem imaginava onde estaria chegando.

E a gente começou a pensar quem a gente ia apoiar. Quem são as lideranças que nos inspiram? Como a gente vai estar saindo da nossa zona de conforto? A gente viu que faltavam nomes, que a gente não estava inspirado por ninguém que estava aí e a gente começou a se olhar e falou "é a nossa geração que vai estar aqui". Quem se não nós mesmos? Ou a gente vai deixar isso para os nossos filhos? Esse legado todo torto?

Então, a gente criou um conceito de liderança de transição. São líderes que já estão na sociedade em posições de destaque, mas que nunca estiveram próximos ao sistema (político) por dentro (...) A gente engajou pessoas que entendem que há de se ter numa sociedade democrática relações saudáveis entre setores e que o sistema político é muito necessário. A gente só precisa fazer com que ele funcione para as pessoas e não para os interesses privados de quem está ocupando lá.

Disso veio o primeiro desafio de formar um grupo coordenador. Nós três formamos um grupo de sete que formou o grupo de 50 e nesse momento estamos ampliando. A gente quer ter, até 2018, 500 membros e cinco mil voluntários associados, pessoas que vão apoiar as nossas ações.

Quais as atividades atuais?

A gente desenvolveu um movimento de grupos de trabalho. O primeiro grupo é o Escuta. Entendemos que há uma total desconexão dos políticos com os problemas de fato das pessoas, uma desconexão de uma classe dominante entender o que tira o sono dos brasileiros. A gente tem esse conceito de batalhadores, de pessoas que estão todos os dias tentando dar nó em pingo d'água e sobreviver nesse País.

Então a gente se coloca numa posição de escutar antes de falar. Começamos fazendo pesquisapara entender o que as pessoas acham dos pontos que nós achamos prioritários, o que o nosso grupo acredita que seriam as principais pautas para o Brasil.

Seria por exemplo, pegar temas como segurança pública e fazer perguntas para pessoas comuns para saber quais as demandas delas?

Exatamente. A gente tem oito prioridades temáticas, além de uma nona de tecnologia, mais transversal. E vamos ouvir a população sobre todos esses pontos. Estamos desenvolvendo um questionário online, então a gente vai fazer isso em larga escala. É uma grande escuta, em todos novos eventos.

Em setembro em diante, a estratégia de estar mais na rua vai acontecer. A primeira escuta foi uma pesquisa nacional com mais de 10 mil pessoas, onde a gente foi entendendo o que pensa o cidadão para renovação política.

Quais os outros grupos?

O segundo grupo é o Pensa, que está tentando concatenar as ideias e ver áreas prioritárias, quais as propostas de convergência do Agora!. O movimento tem membros em um espectro político amplo, mas que prezam por um valor que é a conversa, o diálogo e a ideia da convergência. A gente sabe que as principais pautas precisam de consensos mínimos e queremos achá-los porque eles têm que ser maior do que as divisões político-ideológicas.

O perfil de liderança que tem no Agora! entende que o diálogo entre os diferentes é saudável numa democracia e tem que acontecer de forma republicana. Isso é super importante para construir melhores políticas públicas, mais inclusivas e que tenham em conta o interesse de mais gente(...)

Até meados do ano que vem a gente está construindo esse projeto de País com todas essas áreas prioritárias, traduzindo para propostas mais concretas.

Seria uma espécie de plano de governo?

Isso, mas nossa ideia é que seja um plano de País. A gente quer dar isso para toda a sociedade. Vai estar disponível para qualquer cidadão, partido, candidato. Quem quiser usar que faça bom uso. Vai ser de domínio público. O que a gente quer oferecer é uma nova visão, um novo projeto de País a partir da sociedade. Obviamente a gente vai batalhar e ajudar para que bons governos o implementem.

Tem um grupo para ampliar o movimento?

O terceiro grupo é de mobilização e engajamento. Ele não estava ainda ativo porque estávamos no processo de consolidação, mas agora a partir desse pesquisa, das conversas públicas que vamos fazer, esse grupo vai captar voluntários, novos membros, apoiadores, escutando mais amplamente.

O quarto grupo é o Fala, que vai comunicar nossas mensagens. Além da questão temática, a gente quer envolver lideranças da comunidade na discussão política.

Todo mundo tem que sair dessa zona de conforto e entender que é dever cívico participar da coisa pública. O interesse público depende do engajamento de todos cidadão. É um grupo que vai estar também tentando inspirar que a sociedade seja mais engajada, entenda que não dá para terceirizar as questões políticas do nosso País.

Vocês vão lançar candidaturas?

O quinto grupo é o Atua, que está discutindo a atuação mais política (...) A gente resolveu que não tem como, no momento atual, não levar bons candidatos para a disputa. Todo mundo que é membro do Agora! se dispõe a prestar serviço público por alguns anos. Não tem prazo, mas é norma do movimento.

Para além disso, nós estamos conversando sobre a viabilidade de ter candidatos, como o grupo apoiaria pessoas que levariam para cargos eletivos nosso projeto de País. Isso é um desdobramento.

Quando a gente nasceu, achava que atuaria somente na área técnica, mas a situação deteriorou tanto e vimos que não dava para ficar só na nossa zona de conforto. Alguns membros teriam que ir para o front político-eleitoral.

A ideia é que eles se filiem a partidos que já existem e lancem candidaturas?

Não é qualquer partido e essa questão da reforma política é muito crucial. A gente vai ver quão viável será a nossa opção de candidatura cívica, independente. Há pouquíssimos partidos com essa possibilidade. O que mais tem isso determinado é a Rede, então estamos conversando para ver a viabilidade.

Se passa o distritão [sistema eleitoral em discussão no Congresso em que ganha quem tem mais votos], isso é um problema enorme porque vai diminuir muito a chance de renovação.

Em alguma medida, o movimento tem similaridades com um partido, no sentido de ter propostas unificadas. Por que não formar um partido?

A gente optou, até por achar que o mais importante do movimento é aproximar a sociedade da política, que seja um movimento da sociedade. Num país como o Brasil a gente tem uma pauta de reforma política que inclui candidatura cívica, apoiadas por um grupo. Essa seria nossa principal zona de conforto porque o sistema político, a maneira como os partidos são feitos hoje, como estão organizados, acaba dificultando. A gente sabe que precisa de menos, não de mais partidos. E que vai ter que ter um rearranjo completo nos próximos anos.

A gente está com uma média de tentar ter 30 candidatos de dez estados. Se isso acontece e a gente é bem sucedido, obviamente que isso tem um impacto depois de poder ter uma ocupação, digamos assim, de algum partido.

Você vira uma força política que vai ter que dialogar com o veículo que nosso sistema escolheu, que são os partidos. Mas porque o momento está tão incerto e porque sabemos que esse sistema está tão falido, não queremos criar mais uma coisa que sabemos que está com problema.

E nessa primeira eleição que sabemos que tem tanta coisa errada no sistema, se a gente consegue colocar gente para dentro é para ajudar também a tentar criar regras que depois faça ter um sistema mais eficiente.

Quanto o movimento acha que é preciso mudar para responder a essa crise de representatividade na política? É possível uma resposta efetiva mantendo o presidencialismo de coalizão, o sistema eleitoral proporcional?

Temos vários temas no grupo que estão na pauta agora, como reforma política, trabalhista e da Previdência. Como grupo, ainda não estamos fechados em posição se apoiamos uma coisa ou outra nessas discussões. A gente sabe que não apoia o distritão (...)

O que a gente tem nesse momento como pauta para oxigenação do sistema político atual é que você tenha prévias partidárias, para que você tenha mais chance de ter democracia dos partidos; e tenha um teto nominal para doação de pessoa física, para que pessoas muito ricas não tenham muito mais chance de se eleger do que pessoas que não têm recursos. E porque o momento é tão complicado a gente quer conseguir também viabilizar candidaturas cívicas endossadas por movimentos, por uma parte da sociedade. Essas são as pautas consensuadas.

E a questão do distritão, a gente tem uma posição fechada contra isso (...) Tem outros movimentos que a gente dialoga e vários deles, que se encontram nesse guarda-chuva chamado "nova democracia", onde a gente está discutindo reforma política. Essas pautas são comuns para vários movimentos que estão nascendo, então a gente tem trabalhado junto para que as regras do jogo possam estar favorecendo esse florescimento de uma democracia mais participativa.

Há uma posição definida sobre financiamento de campanha?

A gente queria que o teto para doação individual não fosse percentual de renda.

E sobre a criação de um fundo público ou uma volta das doações empresariais, há alguma posição?

A minha posição pessoal é que financiamento de campanha determina a agenda do País. Criar neste momento um fundo partidário do tamanho que querem criar vai beneficiar aos partidos envolvidos nos escândalos, que estão fechados à renovação e estão tentando o poder pelo poder.

Mesmo que a sociedade avançasse em uma discussão de ter um maior financiamento público de campanha, isso teria de ser feito num momento em que a gente sabe que os partidos são instituições transparentes, democráticas.

Está errada a maneira como está sendo feita hoje, com outra intenção. É um assalto no sentido de que não é para o fim que deveria ser. Não favorece nenhum dos objetivos que a gente tem enquanto sociedade.

Você quer que as pessoas que têm de fato interesse público e condições de servir nossos cidadãos tenham cargos, posições políticas, de tomada de decisão. Isso não vai acontecer tampouco porque essa distribuição do fundo vai beneficiar os partidos que tem mais problema, os maiores partidos. Só retarda o processo de limpeza que a gente precisa ver.

Em relação a financiamento por empresas não devemos ter volta. A questão é discutir o tamanho do financiamento público vis-à-vis o tamanho das contribuições individuais, mas num sistema em que os partidos sejam democráticos e não caixa-preta. Um sistema em que os partidos não tenham dono.

Vocês falam em combater a polarização do discurso político e promover um diálogo maior. De que forma isso pode ser feito?

Toda nossa criação foi para ser uma alternativa porque a gente acredita que as políticas públicas que vão resolver os problemas dos brasileiros não têm lado. Tem de pensar quais os problemas e qual melhor conhecimento e experiências que você tem para testar soluções inovadoras.

Não pode no Brasil, um país com tanta desigualdade, tantas questões estruturantes num atraso monumental, a gente estar se dividindo numa polarização que não deixa de fato irmos para o âmbito da questão. A gente não discute propostas aqui. A gente discute ideologias.

As grandes causas nacionais... saúde, educação, segurança, geração de emprego e renda, tudo está sendo usado de uma forma para criar polêmica porque é o que faz tanto para um lado quanto para o outro, mobilizar as bases. A gente tem usado as causas públicas da pior maneira possível.

Então a gente acredita que a criação de consensos temáticos nos permite superar isso e dizer "a gente está aqui se propondo a pensar políticas públicas que resolvam os problemas das pessoas". Nesse sentido, quando você envolve diferentes pessoas, lados, opiniões, você consegue construir muito além da polarização.

Considerando esse distanciamento entre políticos e a sociedade, o Agora! pensa em apresentar sugestões que não dependam do Legislativo ou do Executivo?

As propostas para ganharem escala precisam do governo. Não necessariamente do legislativo, mas tem que envolver o âmbito público se a gente quiser, de fato, mudar a vida de milhões de pessoas.

No meu trabalho no Instituto Igarapé, por exemplo, na agenda de segurança, as proposições, que foram também acolhidas pelo grupo Agora!, eu tenho um limite na minha atuação enquanto sociedade porque eu não sou a provedora de segurança pública.

Eu posso orientar, auxiliar, oferecer assessoria técnica, mas não posso ser a provedora, então vai passar, obrigatoriamente, por a gente conquistar com as propostas diferentes partidos e candidatos que possam estar assumindo essas bandeiras e também pela disposição dos nossos membros de ajudar a implementá-las.

O ex-presidente Fernando Henrique elogiou o movimento. Ele tem participado desses diálogos?

O Agora! fala com várias lideranças públicas. No âmbito da Escuta, esse primeiro grupo, a gente escuta líderes de todas as áreas. Uma das conversas que a gente teve foi com o presidente Fernando Henrique para apresentar as ideias, ouvir se ele achava que teria espaço para movimentos como o nosso.

Mas o presidente é um dos líderes com quem a gente foi falar e há tantos outros que a gente vai conversar. Do movimento, não temos nenhum conselho, uma maneira formal de interagir com essas pessoas. Mas a gente faz questão também de estar ouvindo. São pessoas que têm pensado muito sobre o Brasil.

Nós já fomos conversar desde grupos de pensadores como Eduardo Giannetti, Ricardo Abramovay... a gente está querendo conversar com o [Fernando] Haddad, Frei Beto.

A renovação então seria então tanto por meio dessas propostas de áreas específicas quanto pelo lançamento de candidaturas, dentro do sistema atual?

Isso, mas não só em cargos políticos. Em cargos técnicos também, tanto em secretarias ministérios, quanto concorrendo em cargos eletivos.

Mas acima de tudo a gente criou para o movimento para mostrar para a sociedade o quanto é importante se aproximar da política enquanto causa pública. Independente de onde a gente estiver é importante estar preocupado, participando da discussão das grandes questões nacionais. Isso foi o primeiro objetivo. Não há um novo projeto de País, não há um novo norte.

Tem pensado em uma candidatura sua? Já há algo definido?

O meu papel tem sido botar o movimento de pé. Realmente acredito que o principal papel que eu tenha é de articulação, de tentar mostrar para a sociedade o poder que cidadãos comuns têm. A gente não sabe ainda quem são os candidatos do Agora!. O que a gente tem tentado ver é onde cada um pode contribuir da melhor forma possível.

Temos líderes muito fortes em várias áreas, em vários estados, então a viabilidade de cada um a gente vai conhecer ao longo dos próximos meses para ver quem deveria estar disputando, qual a chance de ganhar algum dos cargos político-eleitorais.

Não é um movimento em que as pessoas entraram querendo ser candidatas. Isso faz uma diferença no sentido de que todo mundo está disponível para um projeto coletivo onde cada um vai estar num lugar que tem o maior valor agregado com o movimento.

O meu valor agregado tem sido e precisa ser o de colocar esse movimento de pé e fazer com que ele ganhe o País porque eu sou uma das fundadoras, sou do grupo coordenador. Mas meu papel também é viabilizar novas candidaturas. Então estou conversando e vendo com cada um dos membros quem estaria disponível para esse projeto coletivo.

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