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Charlottesville: As imagens que escancaram o discurso de ódio latente em 2017

No último final de semana, a cidade de Charlottesville, nos Estados Unidos, foi palco de uma tragédia motivada pelo preconceito.

14/08/2017 14:52 -03 | Atualizado 14/08/2017 16:49 -03
Drew Angerer via Getty Images
As imagens que escancaram o discurso de ódio que ainda vive em 2017.

No último final de semana, a cidade de Charlottesville, nos Estados Unidos, foi palco de uma tragédia motivada pelo ódio e pelo preconceito.

Desde a sexta-feira (11), um grupo de supremacistas brancos se reuniam para protestarem em um ato contra negros, imigrantes, gays e judeus na cidade do estado de Vírginia.

O protesto era um aquecimento para o evento "Unir a Direita" que aconteceu no dia seguinte.

No sábado (12), Charlottesville recebeu pelo menos mil pessoas, incluindo líderes de grupos associados à extrema-direita de todo o país para participarem da manifestação.

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Um membro de uma milícia da supremacia branca perto da manifestação em Charlottesville, Virgínia, EUA.

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Membros da supremacia nacionalista branca são confrontados por um grupo contra a manifestação em Charlottesville.

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Um grupo se reúne contra membros da supremacia nacionalista branca em Charlottesville.

Durante o protesto, os militantes fizeram saudações nazistas e gritaram palavras de ordem contra negros, imigrantes, homossexuais e judeus.

"Vocês não vão nos substituir", em referência a imigrantes; "Vidas Brancas importam", em contraposição ao movimento negro Black Lives Matter; e "Morte aos Antifas", abreviação de "antifascistas", como são conhecidos os grupos que se opõem a protestos neonazistas.

Em paralelo, outro grupo contra os supremacistas brancos também se manifestava.

As tensões entre os grupos aumentaram e houve confrontos.

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Supremacistas nacionalistas brancos confrontam um grupo de contra-manifestantes em Charlottesville.

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Um homem caiu durante um choque entre nacionalistas brancos e um grupo de contra-manifestantes em Charlottesville.

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Um homem segura um cartaz do ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama e da ex-primeira-dama Michelle Obama durante protesto em Charlottesville.

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Manifestantes marcham pelo centro de Manhattan contra a supremacia e o racismo brancos.

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Manifestantes seguram cartazes em defesa da vida dos negros contra nacionalistas brancos.

Durante a manifestação, o membro do grupo de supremacistas brancos James Fields, de 20 anos, atropelou pessoas que faziam parte da manifestação contrária.

O atentado deixou uma vítima, a ativista Heather Heyer, de 32 anos. Outras 19 pessoas ficaram feridas.

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Equipes de resgate ajudam as pessoas que ficaram feridas após um carro atropelar um grupo de manifestantes em manifestação da extrema-direita em Charlottesville.

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Equipes de resgate ajudam as pessoas que ficaram feridas após um carro atropelar um grupo de manifestantes em manifestação da extrema-direita em Charlottesville.

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Equipes de resgate ajudam as pessoas que ficaram feridas após um carro atropelar um grupo de manifestantes em manifestação da extrema-direita em Charlottesville.

Pessoas se mobilizaram para homenagear as vítimas.

Em Charlottesville e em Nova York, principalmente, grupos tomaram as ruas no domingo (13) contra os discursos de ódio e pedindo a renúncia do presidente Donald Trump.

Placas com mensagens em defesa da vida dos negros também faziam parte das manifestações.

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Moradores de Charlottesville fazem vigília em homenagem as vítimas do atropelamento durante protesto contra supremacistas brancos em Charlottesville.

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Moradores de Charlottesville fazem vigília em homenagem as vítimas do atropelamento durante protesto contra supremacistas brancos.

Jim Bourg / Reuters
Moradores de Charlottesville fazem vigília em homenagem as vítimas do atropelamento durante protesto contra supremacistas brancos.

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"Parem de nos matar": Americana protesta contra supremacistas brancos.

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Flores em memorial na cena em que carro atropelou manifestantes em Charlottesville.

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Flores em memorial na cena em que carro atropelou manifestantes em Charlottesville.

Logo após o ataque, Donald Trump declarou que condenava o fanatismo e a violência "de muitos lados", dando ênfase a esse último termo.

Um dos principais assessores do republicano, o estrategista-chefe Steve Bannon, é acusado de racismo e de defender a supremacia branca por meio do site "Breitbart News".

Joe Penney / Reuters
"Racismo não é patriotismo", diz um dos manifestantes.

Joe Penney / Reuters
Manifestantes marcham e cantam slogans contra o nacionalismo branco na cidade de Nova York.

Criticado por sua colocação, Trump voltou a se pronuncia nesta segunda-feira (14). Ele classificou os grupos que defendem a supremacia branca de criminosos e bandidos.

"O racismo é malvado, e aqueles que causam violência em seu nome são criminosos e bandidos, incluindo KKK [Klu Klux Klan], neonazistas, supremacistas brancos e outros grupos de ódio, são repugnantes a tudo o que consideramos importantes como americanos", declarou Trump em pronunciamento na Casa Branca.

O presidente, contudo, evitou usar a palavra "terrorismo".

"Somos uma nação fundada na confiança de que todos nós somos tratados de maneira igual. Somos iguais aos olhos de nosso Criador. Somos iguais perante a lei. E somos iguais perante a Constituição. Aqueles que disseminam violência em nome do fanatismo atingem o coração da América", acrescentou.

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