MULHERES

Por mais diversidade no Miss Universo: Muçulmana ganha direito de não desfilar de biquíni

Sua participação é um exemplo para que os concursos tenham mais diversidade e representatividade nos palcos.

05/08/2017 12:07 -03 | Atualizado 05/08/2017 12:17 -03
Reprodução
Muna é muçulmana e a religião a proíbe de exibir o corpo inteiro.

A modelo Muna Jama, de 27 anos, foi autorizada a desfilar com uma vestido no lugar de biquínis durante o concurso de Miss Universo GB. Isso porque Muna é muçulmana e a religião a proíbe de exibir o corpo inteiro.

Com um caftan de tecido leve, Muna desfilou pelo palco ao lado de suas colegas e competidoras.

A decisão da edição britânica do concurso é um marco histórico e servirá de exemplo - e inspiração - para outras tantas meninas.

It takes bravery, emotional resilience and most importantly surrounding yourself with strong minded people who are prepared to make great sacrifices to welcome permanent and positive change. I may not be able to unwrite a moment in my life but I know a moment will never define me. I will always rise above your expectations and pushed past your limitations. You are what you say you are, and your imaginations can be your worst enemy unless you overcome your fears. Be careful of what you think of others because it's a reflection of what you are. Work at being a better person, and one day we can welcome a better World. . . This moment has proved that I am capable of almost anything I set my mind to and limitations is a status waiting to be changed. I thank everyone who stood beside me and believed in my vision. 🙏🙌❤😘😙😘😍🙆😊💓 . . #missuniverse #mugb2017 #missuniversegb #fear #migrant #refugee #positive #change #love #modelling #friends #family #girls #pageant #empowerment #inspiration #inspire #aspire #history #munajama #caftan #kaftan #stage #london #dubai #love #indonesia #malaysia @missuniversegb Photographer @leedarephotography

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Em seu Instagram, a modelo comentou sobre a participação no evento:

"É preciso coragem, resiliência emocional e, mais importante, se cercar de pessoas determinadas que estão preparadas para fazer sacrifícios e receber mudanças positivas. (...) Esse momento provou que eu sou capaz de quase tudo que eu decidir fazer e que limitações são um status esperando para ser modificado. Agradeço a todo mundo que ficou do meu lado e acreditou na minha visão", escreveu.

Ela já havia se inscrito para concorrer ao Miss Universo há dois anos, mas, na época, a prova do biquíni fez com que ela desistisse do concurso para não ter que desobedecer as regras de sua religião.

Contudo, ela resolveu tentar novamente este ano. Sua participação até a final foi acompanhada como uma maravilhosa campanha para que os concursos tenham mais diversidade e representatividade nos palcos.

A proud highlight for me this year, what an amazing experience! I made history! The contestants and I raised so much money and most importantly raised awareness for Strongbones Children's Charity and Sheroes Hangout in India. Opportunities like this do not come around often so it's important to make the most and take in every moment like it's your last. I have had a great and positive response from people from all walks of life and could not be more thankful that this opportunity has made our paths cross. Big thank you to Paula and Miss Universe for the chance and of course I can't forget the lovely ladies that I had the pleasure to share the stage with - to all the Miss Universe Great Britain finalist 🙌💕💕 and congratulations to Anna Burdzy, well done beautiful! 😘😘👑🎉🎊 #missuniverse #maraldress #mugb2017 #onecrown #blacksash #munajama #missuniversegb #pageant #dress #eveningwear #London #NewYork #Paris #girls #women #power #strength #empowerment #red #black #white #MissUniverse #page #pageantry #catwalk #Model #history @missuniversegb . Photography @nickreynoldsphotography

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"Eu não usaria um biquíni na praia, então eu não vou usar um em uma competição para marcar pontos", afirmou a modelo.

Além de miss, Muna fundou uma empresa que busca combater a violência e o tráfico de criança na África, a Cloudless Research.

Para ela, participar do Miss Universo GB é também uma forma de chamar atenção para a crise dos refugiados africanos.

Poderosíssima!

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