POLÍTICA

'Temer é um homem ético, transparente', diz Wladimir Costa

Deputado chama oposição de 'indecente', diz que presidente não vai dar dinheiro para Cuba e dispara: "Quem é Temer mostra a cara e até tatua o nome".

02/08/2017 16:07 -03 | Atualizado 02/08/2017 18:59 -03

Esta semana, ao tatuar o nome do presidente no braço abaixo de uma bandeira do Brasil, o deputado Wladimir Costa (SD-PA) foi imediatamente promovido para integrar a tropa de choque do peemedebista.

Na tarde desta quarta-feira (2), no plenário da Câmara dos Deputados, inscrito para defender o presidente, Costa mostrou ao Brasil o que pensa sobre o peemedebista e a oposição.

Para ele, o presidente Michel Temer é um homem decente que está guiando políticas capazes de fazer o País voltar a empregar. Na avaliação do deputado, a oposição não tem moral para falar dos integrantes da base aliada.

"Vocês são imorais, incompetentes, falso moralistas e acham que vão colocar a opinião pública brasileira contra a gente. (...) Quem é Temer mostra a cara e até tatua o nome."

O deputado desconsidera a pesquisa Datafolha que mostra a popularidade do presidente em apenas 7%. Inclusive, para ele, o instituto de pesquisa deveria ser extinto, "pois não condiz com a verdade".

Uma coisa ele garante:

Temer não vai dar dinheiro para Cuba.

Para a oposição, um recado:

"Nós vamos vencer e vocês vão sair daqui horrorizados, envergonhados porque foram vocês que ajudaram a desempregar mais de 16 milhões de brasileiros, (...) instalaram toda essa corrupção, e hoje vem falar de moralidade, ética e transparência."

Pelo amor de Deus, tenham vergonha na cara, vocês são desrespeitosos com o Brasil. O Temer é um homem ético, transparente.

A previsão dele é que a oposição saia derrotada.

"Podem se preparar para chorar hoje no muro da lamentação do PT, do PSol, da Rede, desses partidozinhos imorais que acham que vão nos expor".

A expectativa, de acordo com levantamentos feitos por jornais como Folha de S.Paulo e O Globo, é que o presidente consiga enterrar a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal o investigar por corrupção.

Temer é acusado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de ser o destinatário final de uma mala com R$ 500 mil de propina paga pela JBS ao ex-assessor do presidente Rodrigo Rocha Loures.

A defesa do presidente argumenta que não há como provar que a mala era destinada ao presidente.

Embora o presidente tenha sido implicado na delação da JBS, para o deputado que tatuou o nome de Temer, no entanto, integrantes da oposição é que "foram pegos com a JBS, UTC e essas grandes empresas".

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