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Temer diz no Rio que operação militar já produz resultado e pode ser renovada

"A primeira conclusão é que já diminuiu, nestes dois, três dias, o índice de criminalidade, principalmente em roubos de cargas”, afirmou o presidente.

30/07/2017 18:40 -03 | Atualizado 30/07/2017 18:40 -03
Sergio Moraes / Reuters
Patrulha dos soldados da Marinha do Brasil na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Por Cristina Indio Brasil

O presidente Michel Temer disse agora à tarde que os primeiros dias das ações integradas da Operação Segurança e Paz na região metropolitana do Rio já registraram queda nos índices de criminalidade, em especial de roubos de cargas.

Temer contou que recebeu a informação durante a reunião da qual participou, na tarde de hoje (30), na sala de comando integrado, no prédio do Comando Militar do Leste (CML), na capital fluminense.

Temer apontou ainda para a possibilidade de renovação do decreto que autorizou a operação de garantia da lei e da ordem no Rio.

No meu decreto, que assinei na sexta-feira, eu fixei, em razão do ano fiscal, que esta operação se dará até 31 de dezembro de 2017, mas nada impedirá que, no começo do ano, nós renovemos esse decreto, para fazê-lo vigorar até o final de 2018.

O presidente reforçou que a Operação no Rio terá várias etapas e, após terminar a primeira, que é de reconhecimento e ambientação das Forças Armadas, seguirá com o foco no combate direto e objetivo às organizações criminosas e ao tráfico de armas. "Este é um primeiro momento, uma primeira fase, que será sequenciada por várias fases", disse.

Temer disse que, na reunião, o general de Exército Walter Souza Braga Netto, comandante do CML, apresentou um balanço das ações integradas das forças de segurança federais e estaduais.

"Recebi um relato muito circunstanciado, pormenorizado, do que está sendo feito, e a primeira conclusão que se teve é que já diminuiu, nestes dois, três dias, o índice de criminalidade, principalmente em roubos de cargas", contou o presidente, sem revelar números.

Segundo presidente, a segurança é uma preocupação constante dos cariocas, mas também de todos os brasileiros e, particularmente, do governo federal. Acrescentou que, há seis meses, o Executivo federal vem fazendo, em Brasília, seguidas reuniões "sempre com muita discrição, tendo em vista a temática da segurança pública, especialmente, no estado e na cidade do Rio de Janeiro".

De acordo com Temer, esses encontros tiveram por base a integração dos setores de inteligência das Forças Armadas, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e dos órgãos de segurança do Rio de Janeiro.

"Eu publiquei o decreto [de autorização para operação de garantia da lei e da ordem] às 13h, e as tropas chegaram aqui ao Rio de Janeiro às 14h. Em primeiro lugar, fazendo uma visibilidade, que percebo já foi aplaudida pelo povo carioca", disse.

Temer destacou a importância do modelo que está sendo adotado agora, com a opção de deixar de ter ocupações durante um período, ao contrário de outras ocasiões, porque, depois da saída das forças federais, a insegurança retorna aos níveis anteriores. "Por alguns dias, por algum mês que seja, sem nenhuma coordenação, que pacifica e resolve durante um mês, dois meses, e depois desastra ainda mais, para usar um neologismo", indicou.

Ao lado do presidente, na reunião no CML, estavam os ministros da Defesa, Raul Jungmann; da Fazenda, Henrique Meirelles; da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim; e da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco; além do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, e do prefeito do Rio, Marcello Crivella, que, durante a reunião na sala de comando, colocou a Guarda Municipal à disposição da operação.

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