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Quem precisa de Trump? Canadá convida transexuais a se alistarem em suas Forças Armadas

"Damos boas-vindas a todas as orientações sexuais e identidades de gênero. Se junte a nós", declarou a conta oficial das Forças Armadas canadenses no Twitter.

27/07/2017 09:48 -03 | Atualizado 27/07/2017 19:24 -03

Logo depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que iria banir transexuais das Forças Armadas do país, alegando que eles causam "tremendos custos" ao Estado, o Canadá avisou que seus militares estão com as portas abertas para "todas as orientações sexuais".

"Damos boas-vindas a todas as orientações sexuais e identidades de gênero. Se junte a nós", declarou a conta oficial das Forças Armadas canadenses no Twitter. O tuíte também dá o link do site que informa as oportunidades de trabalho nos exércitos do primeiro-ministro, Justin Trudeau.

O convite foi elogiado pela comunidade LGBT e por muitos americanos, que discordaram da decisão de seu presidente.

Na última quarta-feira (26), Trump anunciou no Twitter que o governo "não aceitará nem permitirá" que pessoas transgênero "sirvam em nenhuma capacidade" nas forças armadas americanas.

"As nossas forças armadas devem se concentrar em vitórias decisivas e extraordinárias, e não podem se preocupar com os tremendos custos e interrupções médicas que seriam causadas por transgêneros entre os militares", argumentou.

A medida foi recebida com surpresa pelos americanos, uma vez que Trump se orgulhava em se dizer "amigo" da comunidade LGBT durante sua campanha eleitoral no ano passado. Em janeiro deste ano, já eleito presidente, prometeu continuar com uma ordem executiva de Barack Obama que proíbe empresas que tenham contratos com o governo federal de discriminar seus funcionários LGBT.

Em junho do ano passado, ainda sob os comandos de Obama, o então secretário de Defesa dos EUA, Ashton Carter, afirmou que as Forças Nacionais estavam abertas aos transgêneros, "com efeito imediato". A proibição anunciada ontem, no entanto, não atinge os transexuais que já servem as forças armadas.

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