ENTRETENIMENTO

12 filmes imperdíveis do Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo

Programação reúne mais de 100 títulos de 18 países vizinhos do Brasil.

26/07/2017 16:35 -03 | Atualizado 26/07/2017 17:41 -03

O Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo chega este ano à 12ª edição.

Vitrine da produção audiovisual das regiões vizinhas ao Brasil, a programação deste ano exibe mais de 100 títulos de 18 países da América Latina e Caribe.

A cerimônia de abertura será realizada nesta quarta-feira (26), às 20h30, na Praça Cívica do Memorial da América Latina, na Barra Funda, na zona oeste da capital.

Lá será realizada a pré-estreia nacional - ao ar livre e com entrada gratuita - do primeiro longa do diretor mineiro Marcelo Caetano, Corpo Elétrico (veja mais destalhes abaixo).

Divulgação
Estreia do diretor mineiro em longa-metragem, 'Corpo Elétrico' é um dos destaques do Festlatino 2017.

Até o dia 2 de agosto, a mostra ocupa 22 espaços espaços culturais da capital paulista como Cinesesc, Cine Olido, Centro Cultural São Paulo, além do Memorial.

Seguindo a tradição de homenagear um nome importante da cena brasileiro, o Festlatino 2017 presta tributo a Beto Brant, diretor premiado de longas, curtas, videoclipes e séries de televisão.

A mostra exibirá 11 filmes do paulista, incluindo os longas O Invasor (2002), Cão sem Dono (2007), Eu Receberia as Piores Notícias de Seus Lindos Lábios (2011), além dos inéditos Ilú Obá De Min: Homenagem a Elza Soares Pérola Negra e Zócalo, assinado em parceria com Carol Quintanilha

Além da exibição de filmes, o festival oferece também diversas oficinas, debates e encontros com profissionais do mercado audiovisual. Inscrições e a programação completa estão disponíveis em festlatinosp.com.br. E para você não ficar perdido na extensa programação, aqui vai uma seleção de 12 títulos imperdíveis.

1. Corpo Elétrico

Direção: Marcelo Caetano - Brasil (2017)

Filme de abertura do Festlatino 2017, Corpo Elétrico é o primeiro longa-metragem do diretor mineiro Marcelo Caetano – que foi assistente de direção dos premiados Tatuagem (2013), Boi Neon (2015) e Mãe Só Há Uma (2016). O longa acompanha o dia a dia de Elias (Kelner Macêdo), um jovem gay paraibano cuja rotina é dividida entre o trabalho numa fábrica têxtil e encontros fortuitos com outros homens. Com participação da MC Linn da Quebrada, Corpo Elétrico conquistou o Prêmio Maguey no Festival de Guadalajara, no México.

2. O Inverno

Direção: Emiliano Torres - Argentina, França (2016)

Pérola da recente safra de produções argentinas, O Inverno já foi premiado nos badalados festivais de San Sebastián, Havana e Biarritz. O filme é a estreia do diretor Emiliano Torres em longa-metragem de ficção. Ele é conhecido no circuito como assistente de direção e roteirista em produções diretores como Marco Bechis, Miguel Courtois e Emanuele Crialese. O Inverno conta a história de Evans, um velho capataz de uma fazenda na Patagônia argentina que, após uma vida dedicada ao trabalho, sofre um duro golpe: é despedido e substituído por Jara, um rapaz muito mais jovem.

3. A Região Selvagem

Direção: Amat Escalante - México (2016)

Uma família pacata tem a rotina desestabilizada com a chegada de uma mulher misteriosa e sensual. Esse é o fio condutor de A Região Selvagem, do diretor mexicano Amat Escalante. Inédito no Brasil, o longa conquistou o prêmio de melhor direção no Festival de Veneza e teve lançamento mundial no Festival de Toronto. Escalante é diretor do polêmico e violento Heli (2013), premiado como melhor direção no Festival de Cannes do mesmo ano.

4. Ônix

Direção: Nicolás Teté - Argentina (2016)

Após 12 anos de distância física e emocional, Martina e sua mãe partem em uma viagem para uma cidade distante a fim de reencontrar familiares. O cenário que encontram é de embaraço: a empresa de mármore ônix da família está em crise e os mais jovens estão desamparadas quando o assunto é futuro. Uma tragédia, no entanto, une a todos de uma forma que nenhum deles imaginava. Esse é o enredo de Ônix, segundo longa-metragem de Nicolás Teté, promessa argentina de apenas 28 anos.

5. Más Companhias

Direção: Claudia Huaiquimilla - Chile (2016)

De origem indígena, a diretora chilena Claudia Huaiquimilla propõe o protagonismo da etnia mapuche e a discussão sobre preconceitos contra jovens indisciplinados em seu primeiro longa, Más Companhias. O filme retrata a história de Tano, um adolescente que acaba indo morar com o pai no campo depois de aprontar mais uma delinquência. Lá, ele inicia uma amizade Cheo, um jovem tímido da etnia mapuche. Diferentes fatores, no entanto, prejudicam essa relação – tornando a adolescência de ambos um período ainda mais difícil. Más Compahias foi o grande vencedor do Festival de Valdívia 2016.

6. Jesus

Direção: Fernando Guzzoni - Chile, França, Alemanha, Colômbia (2016)

O filme Jesus já passou por diversos festivais de cidades ao redor do mundo, incluindo San Sebastián, Miami, Havana, Toulouse, Toronto, Mar del Plata e Tessalônica, e recebeu elogios da crítica especializada em todos eles. A trama gira em torno do protagonista que dá nome ao filme. Adolescente em processo de construção de sua identidade, Jesus é dançarino em um grupo de música pop coreana. A vida dele toma contornos mais densos quando se vê envolvido em um evento incontornável. Com a ajuda do pai, Jesus tentará manter o trágico episódio em segredo - algo mais difícil do que eles imaginam.

7. Vida em Família

Direção: Cristian Jiménez, Alicia Scherson - Chile (2017)

Baseado em um conto do popular escritor chileno Alejandro Zambra, Vida em Família retrata a história de um homem comum, sem trabalho, filhos ou esposa, que fica encarregado de cuidar da residência de um primo que viajou para fora do país por alguns meses. Esse protagonista que, de início, quer apenas curtir um período de descanso e se recuperar da morte do pai, acaba fascinado pela ideia de ter uma casa e uma família. Vida em Família é assinado pelos premiados diretores Cristián Jiménezi e Alicia Schersoni.

8. Cubajazz

Direção: Max Alvim, Mauro di Deus - Brasil, Cuba (2017)

Mauro di Deus é um publicitário experiente. Max Alvim é documentarista e assinou a direção artística da série Instrumental Sesc Brasil (2007-2017) e a direção geral de Passagem de Som (2013-2017). Da união de forças desses dois brasileiros nasceu Cubajazz, retrato documental, poético e musical da ilha de Cuba, que enfrentou mais de 50 anos de bloqueio e isolamento. Por meio de depoimentos, cenas de shows e registros do cotidiano, o filme mostra como o jazz e a arte estão intimamente ligados à dinâmica local, apesar dos conflitos geopolíticos.

9. O Candidato

Direção: Daniel Hendler - Uruguai, Argentina (2016)

Daniel Hendler é o diretor por trás do filme O Candidato, filme que retrata o processo de construção do perfil do protagonista Martín Marchand (Diego de Paula) por sua equipe de assessores. Prestes a se lançar numa disputa política, ele quer ser visto como um líder carismático e comprometido com o bem público. Hendler, que também tem carreira como ator, já estrelou filmes de sucesso como 25 Watts (2001) e O Abraço Partido (2004). Com O Candidato, o cineasta levou o prêmio de melhor direção no Festival de Miami.

10. O Som das Coisas

Direção: Ariel Escalante - Costa Rica (2016)

Primeiro longa-metragem do costarriquenho Ariel Escalante, O Som das Coisas acompanha a rotina de Claudia, uma enfermeira que domina os desafios emocionais de seu trabalho como enfermeira, mas cuja vida íntima está virada do avesso. Ela precisa desocupar um quarto de seu apartamento e encontrar um novo companheiro para dividir as despesas. Fora isso, sua tia vive aflições bem particulares e, quando menos espera, Claudia acaba reencontrando um velho amigo. O filme ganhou um prêmio especial do júri no Festival da Costa Rica.

11. Para Ter Onde Ir

Direção: Jorane Castro - Brasil (2017)

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Estreia da paraense Jorane Castro em direção de longa-metragem de ficção, Para Ter Aonde Ir acompanha uma viagem feita por três mulheres com visões de mundo diferentes. Eva é uma mulher madura e pragmática, enquanto Melina vive uma vida de espírito livre e sem compromissos; ao lado delas nesse período de troca da paisagem urbana pela natureza está Keithylennye, uma jovem ex-dançarina de tecnobrega. Formanda em cinema na França e roteiro em Cuba, Jorane já dirigiu mais de 20 filmes - entre documentários e ficção em curtas e médias-metragens.

12. Tesouros

Direção: María Novaro - México (2017)

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Nome consagrado da cena mexicana, a cineasta María Novaro já foi premiada em alguns dos principais festivais de cinema do mundo como Cannes, Berlim e Sundance. Em seu novo filme, Tesouros, o espectador acompanha as aventuras de Jacinta, uma garotinha de 6 anos, ao lado de Andrea, de 11, e Lucas, 2, na Barra de Potosí, uma comunidade de pescadores em Guerrero, no México. Na companhia das crianças locais, eles partem em busca de um tesouro que foi escondido por um célebre pirata chamado Francis Drake.

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