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Governo explica aumento de impostos e espera que população compreenda

Com gasolina até R$ 0,41 mais cara, pato da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) volta a circular.

21/07/2017 13:34 -03 | Atualizado 21/07/2017 13:34 -03
Ueslei Marcelino / Reuters
Pato da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) foi um dos ícones dos protestos contra o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

O preço da gasolina pode aumentar até R$ 0,41 centavos o litro.

Esta foi auma das soluções do governo para aumentar a arrecadação. Além do aumento no imposto que incide sobre a gasolina, o Executivo também congelou mais de R$ 5,9 bilhões em despesas.

Em março, o governo já tinha feito um bloqueio de R$ 42 bilhões. Depois liberou R$ 3 bilhões para gastos obrigatórios com a saúde e R$ 1 bilhão para as emendas parlamentares.

O aumento no PIS e Cofins veio como reflexo da não aprovação rápida da reforma da previdência, com a qual o governo esperava reflexos na economia.

"Ninguém gosta de aumentar impostos. Nosso objetivo é diminuir a carga fiscal, mas não podíamos comprometer o avanço que já tivemos", explicou o ministro da Secretaria-Geral, Moreira Franco, segundo a Folha de S.Paulo.

A expectativa é que a arrecadação aumente R$ 10,4 bilhões.

Pato

Na manhã desta sexta-feira (21), o pato amarelo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) voltou a circular. Ele apareceu, com os dizeres "NaoVouPagaroPato.com.br", na sede da federação, na Avenida Paulista, em São Paulo.

O pato foi um dos ícones dos protestos contra o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, entre 2015 e 2016.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, se diz "indignado" com a decisão do governo.

Aumento de imposto recai sobre a sociedade, que já está sufocada, com 14 milhões de desempregados, falta de crédito e sem condições gerais de consumo.Nota da Fiesp

Compreensão

Apesar das críticas, o presidente Michel Temer, disse quinta-feira (20), na Argentina, que espera compreensão da população.

A população vai compreender porque este é um governo que não mente, não dá dados falsos.

"É um governo verdadeiro, então, quando você tem que manter o critério da responsabilidade fiscal, a manutenção da meta, a determinação para o crescimento, você tem que dizer claramente o que está acontecendo. O povo compreende", continuou.

Emendas parlamentares

O governo também rebateu a crítica de que está sendo irresponsável com os gastos públicos liberando verba para conseguir apoio político contra a denúncia que pode levar ao afastamento do presidente.

Nesta sexta-feira (21), o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou que a emenda não é um dinheiro que vai para o bolso do parlamentar, mas para investimentos nas cidades.

É preciso um pouco de esclarecimento para a população sobre a natureza desses recursos. Não são recursos atirados ao lixo.

Oliveira destacou que as emendas não aumentam a despesa, estão previstas na Constituição e ká estavam na previsão orçamentária.

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