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Contra Maduro, oposição leva milhares às urnas na Venezuela

Os eleitores devem responder se estão ou não de acordo com o processo constituinte proposto por Maduro.

16/07/2017 15:31 -03 | Atualizado 16/07/2017 15:34 -03
Pilar Olivares / Reuters
Em mais de três meses de manifestações diárias contra o regime chavista, pelo menos 91 pessoas morreram.

A oposição venezuelana realiza neste domingo (16) um plebiscito simbólico contra o projeto para reformar a Constituição do país, proposto pelo presidente Nicolás Maduro. As urnas abriram nesta manhã para a participação da população.

Os eleitores devem responder se estão ou não de acordo com o processo constituinte proposto por Maduro e, além disso, se são favoráveis a um governo de transição.

Cidadãos venezuelanos que vivem em outros países também puderam participar. No exterior, 667 pontos de votação foram distribuídos em 602 cidades de 100 nações. O vice-presidente do Parlamento da Venezuela, o opositor Freddy Gevara, assegurou que a participação na consulta popular supera o esperado.

"Vamos tentar ver em quais lugares a afluência foi mais alta para levarmos material de lá para outros lugares onde foi média. Em nenhum lugar a presença foi baixa, não há um só lugar que possamos dizer que a movimentação esteja abaixo do esperado", disse ele, no centro de operações em Caracas.

A convocação de uma Assembleia Constituinte foi feita pela oposição, cuja principal força é a Mesa da Unidade Democrática (MUD). Além disso, até os membros da Conferência Episcopal da Venezuela criticaram a decisão de Maduro.

As eleições foram agendadas para 30 de julho. Em mais de três meses de manifestações diárias contra o regime chavista, pelo menos 91 pessoas morreram.

Em sua defesa, Maduro disse ontem (15) que o referendo opositor é uma "consulta interna" entre os partidos de "direita" e criticou que ela seja feita "sem cadernos eleitorais, sem biometria, sem auditorias". O plebiscito simbólico acontece sem a aprovação do Poder Eleitoral.

O papa Francisco lembrou do povo venezuelano durante a oração dominical e renovou a sua oração pelo "amado país", lembrando que Jesus usava uma "linguagem simples" e que a sua Teologia "não era complicada".

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