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7 ótimas séries de Cuba, México e até Austrália que estão escondidas na Netflix

Por que nem tudo é norte-americano. 😎

14/07/2017 17:41 -03 | Atualizado 15/07/2017 13:59 -03
Divulgação
Please Like Me e Rita são dramédias premiadas da Austrália e da Dinamarca, respectivamente.

Israel, Dinamarca e Cuba. Quantas produções audiovisuais você conhece desses países? Da Argentina e do México, conhecemos os cinemas premiados, estrelados por Ricardo Darín e Gael Garcia Bernal, respectivamente, e as típicas telenovelas dramáticas, mas pouco sabemos da produção de séries nos dois países.

Mas grandes produtoras e distribuidoras globais têm prestado cada vez mais atenção nas produções locais, por serem uma forma de expansão de mercado. Para responder ao crescimento dos concorrentes Amazon, HBO e outros serviços de streaming, a Netflix resolveu intensificar a produção de conteúdo exclusivo e descentralizado.

Em entrevista à rede americana CNBC, o CEO da empresa citou sua primeira série brasileira para defender a estratégia. "3% é do Brasil e ficou muito popular ao redor do mundo. Então, estamos gravando vários shows fora de Hollywood e também vários dentro do sistema hollywoodiano", afirmou.

Apesar do esforço, apenas o olhar atento é capaz de encontrar as poucas produções menos mainstreams no catálogo recheado com shows consagrados, como House of Cards e Orange is the new black.

Por isso, separamos sete séries de países fora do eixo Estados Unidos-Inglaterra, que trazem, além de culturas diversificadas, enredos e personagens fortes e complexos:

1. As telefonistas - Espanha

As telefonistas ou Las Chicas del Cable, em sua versão original, é a primeira série espanhola produzida pela Netflix. A trama retrata a vida de Lídia (Blanca Suárez), Carlota (Ana Fernández), Ángelez (Maggie Civantos) e Margae (Nadia de Santiago), funcionárias da companhia telefônica em Madri na década de 20. As quatro protagonizam situações características das mulheres que saíam para trabalhar no início do século passado, como preconceito, relacionamentos e amizades em um moderno ambiente de trabalho. Com tom feminista, retrata a busca por liberdade e independência feminina. O sucesso da série, criada por Rámon Campos e Gema R. Neira, garantiu sua renovação para a 3ª temporada.

2. Estocolmo - Argentina

Estocolmo é protagonizada por um agente secreto, um promotor e uma jornalista. O trio tenta desmantelar uma rede de tráfico humano em Buenos Aires e os casos envolvem exploração sexual, política e justiça. A série é produzida por Nacho Viale e estrelada por sua irmã, Juana Viale, além de Juliano Cárceres e Esteban Lamothe. O drama, que estreou em novembro de 2016, mistura o característico ar de suspense policial investigativo com a multiplicidade de tramas e reviravoltas típicas de telenovelas latinas.

3. Quatro estações em Havana - Cuba

A minissérie de quatro capítulos acompanha o melancólico detetive Mario Conde e sua peregrinação pelo submundo de crimes em Havana durante um ano. A produção é uma adaptação de quatro romances do premiado escritor e jornalista cubano Leonardo Padura. O próprio Padura assina o roteiro da obra, protagonizada pelo ator Jorge Perugorría. A Havana de 1989 dá lugar a uma série com estilo noir, caracterizado por suspense constante, femmes fatales e anti-heróis.

4. Please Like me - Austrália

Josh Thomas é a cabeça e a estrela da produção australiana lançada em 2013. Nos últimos anos, sua série ganhou prêmios de melhor roteiro, melhor série de comédia, melhor atriz e melhor atriz coadjuvante em premiações televisivas. Seu sucesso não é por acaso, Please Like Me acompanha a história de Josh na descoberta da sua sexualidade e no enfrentamento de preconceitos e dilemas. A série também aborda depressão, saúde mental e relacionamentos abusivos de maneira respeitosa.Leve, retrata uma série de tabus de forma bem-humorada, performando com primor a confluência de gêneros conhecida como dramédia. Apesar do sucesso nacional e internacional, a equipe de criação encerrou a série em fevereiro deste ano por entender que a história havia sido concluída.

5. Hostages - Israel

Hostages é um drama televisivo israelense criado em 2013 por Rotem Shamir e Omri Givon. A série chegou ao Netflix apenas no ano passado e sua segunda temporada foi liberada em junho deste ano. Ela conta a história da médica Yael, designada para operar o primeiro-ministro de Israel. Na noite anterior à cirurgia, sua família é feita refém por sequestradores, que pedem a morte do primeiro-ministro durante a cirurgia em troca da liberação de seu marido e filho. O thriller psicológico faturou o prêmio de melhor série de drama internacional no Festival de Televisão de Monte-Carlo, em Mônaco, e ganhou a crítica mundial.

6. Rita - Dinamarca

Rita é uma professora politicamente incorreta. Independente e sincera, é adorada por seus alunos adolescentes, mas tem dificuldade de lidar com outros adultos. O show teve início em 2012 e foi um sucesso na Dinamarca. De lá, ganhou atenção nos Estados Unidos e, neste, ano, a Netflix anunciou que será a co-produtora de sua terceira temporada. O sucesso da série está no humor rebelde da protagonista e nos eventos insanos que acontecem em sua história e das pessoas ao seu redor. Mille Dinesen interpreta Rita e ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival de Televisão de Monte Carlo.

7. Ingobernable - México

Ingobernable é a segunda série mexicana produzida pela Netflix e tem uma história de bastidor tão instigante quanto a sinopse da ficção. Kate del Castillo é uma prestigiada atriz mexicana escalada para viver a protagonista do show. No ano passado, foi investigada por autoridades mexicanas por sua relação com El Chapo, o maior narcotraficante do País. E foi graças ao fascínio de Chapo pela musa que ele foi capturado em janeiro deste ano. Durante as filmagens, Kate estava impedida de entrar no país e teve que gravar suas cenas nos Estados Unidos. Na série, ela interpreta Emilia Urquiza, primeira-dama acusada de assassinar seu marido. Além da trama central, a produção reflete a situação político-social que o país enfrenta, além de temas como violação de direitos humanos, sequestro e violência generalizada. Ingobernable estreou em março deste ano.

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