POLÍTICA

Líder do DEM sobre condenação de Lula: 'É uma lição didática. O tempo de impunidade acabou'

Efraim Filho (PB) elogia decisão de juiz Sérgio Moro e enfatiza que os poderosos agora prestam contas à Justiça.

12/07/2017 14:55 -03 | Atualizado 12/07/2017 14:55 -03
Montagem/Agência Brasil
Efraim Filho elogia decisão de juiz Sérgio Moro.

O deputado federal Efraim Frilho (PB), líder do DEM, partido da base governista, considerou a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma "lição didática" para todos os brasileiros.

Nesta quarta-feira (12), o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal do Paraná, condenou Lula à prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá.

A pena será de nove anos e seis meses de prisão. Cabe recurso da decisão.

Para Efraim Filho, o tempo da impunidade acabou:

"A sentença proferida pelo juiz Moro contra o ex-presidente Lula foi baseada na lei, nos fatos e nas provas. Significa o fortalecimento do combate a corrupção e a impunidade. E é uma lição didática para o cidadão brasileiro, para mostrar que acabou-se o tempo em que os poderosos não enfrentavam a Justiça e todos devem ser iguais perante a lei."

Efraim tem um papel fundamental neste momento delicado da política brasileira. Ele é líder do partido de Rodrigo Maia (RJ), presidente da Câmara e segundo na linha sucessória.

Caso o presidente Michel Temer venha a ser afastado do cargo, é o correligionário de Efraim que assume o governo.

Acusações

O ex-presidente foi denunciado pelo Ministério Público Federal por ter recebido R$ 3,7 milhões de propina da OAS. O repasse foi feito por meio de upgrade em imóveis, reforma e decoração de um tríplex, além do armazenamento de bens do ex-presidente pela empreiteira.

A denúncia do Ministério Público Federal foi aceita por Moro em 20 de setembro. Na apresentação, o petista foi identificado como "comandante máximo do esquema de corrupção"e "verdadeiro maestro dessa orquestra criminosa", de acordo com o procurador da República Deltan Dallagnol.

Ele afirmou ainda que Lula instituiu a propinocracia: uma governabilidade corrompida por meio da distribuição de propina. Na época, o episódio deu origem à discussão sobre a frase "não temos prova, mas temos convicção".

A afirmação não foi feita dessa maneira, mas ao explicar a denúncia, Dallagnol afirmou que "provas são pedaços da realidade, que geram convicção sobre um determinado fato ou hipótese".

Já o procurador Henrique Pozzobon usou a expressão ao falar da dificuldade de apurar o crime de lavagem de dinheiro.

"Em se tratando da lavagem de dinheiro, ou seja, em se tratando de uma tentativa de manter as aparências de licitude, não teremos aqui provas cabais de que Lula é o efetivo proprietário no papel do apartamento, pois justamente o fato de ele não figurar como proprietário do tríplex, da cobertura em Guarujá é uma forma de ocultação, dissimulação da verdadeira propriedade."

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