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Doria comemora condenação de Lula: 'Viva a Justiça, viva Sérgio Moro, viva o Brasil'

"Justiça foi feita graças a este herói brasileiro, o juiz Sérgio Moro", disse o prefeito de São Paulo.

12/07/2017 15:34 -03 | Atualizado 12/07/2017 15:48 -03

O prefeito de São Paulo, João Doria, comemorou nas redes sociais a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No início da tarde desta quarta-feira (12), o juiz Sérgio Moro condenou Lula a 9 anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá. Cabe recurso da decisão.

No Facebook, Doria publicou um vídeo no qual comemorou a decisão do juiz de Curitiba. "Justiça foi feita", disse. "Graças a este herói brasileiro, o juiz Sérgio Moro". E continuou:

"Aos petistas, lulistas, dilmistas, esquerdistas, que pensam que podem roubar, mentir, usurpar, enganar o povo brasileiro, em qualquer tempo, por qualquer razão, fazendo o que fizeram no Brasil, olha aí o que deu: a condenação do Luiz Inácio Lula da Silva. Nove anos e meio de prisão."

Na publicação, ele diz que Lula é o "maior cara de pau do Brasil" e termina a mensagem homenageando o Moro e o Brasil. "Viva a Justiça, viva Sérgio Moro, viva o Brasil."

O prefeito de São Paulo também comemorou a condenação no Twitter.

Acusações

O ex-presidente foi denunciado pelo Ministério Público Federal por ter recebido R$ 3,7 milhões de propina da OAS. O repasse foi feito por meio de upgrade em imóveis, reforma e decoração de um tríplex, além do armazenamento de bens do ex-presidente pela empreiteira.

A denúncia do Ministério Público Federal foi aceita por Moro em 20 de setembro. Na apresentação, o petista foi identificado como "comandante máximo do esquema de corrupção"e "verdadeiro maestro dessa orquestra criminosa", de acordo com o procurador da República Deltan Dallagnol.

Ele afirmou ainda que Lula instituiu a propinocracia: uma governabilidade corrompida por meio da distribuição de propina. Na época, o episódio deu origem à discussão sobre a frase "não temos prova, mas temos convicção".

A afirmação não foi feita dessa maneira, mas ao explicar a denúncia, Dallagnol afirmou que "provas são pedaços da realidade, que geram convicção sobre um determinado fato ou hipótese".

Já o procurador Henrique Pozzobon usou a expressão ao falar da dificuldade de apurar o crime de lavagem de dinheiro.

"Em se tratando da lavagem de dinheiro, ou seja, em se tratando de uma tentativa de manter as aparências de licitude, não teremos aqui provas cabais de que Lula é o efetivo proprietário no papel do apartamento, pois justamente o fato de ele não figurar como proprietário do tríplex, da cobertura em Guarujá é uma forma de ocultação, dissimulação da verdadeira propriedade."

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