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Reitores de universidades do RJ dizem que não há condição de iniciar 2° semestre

Reitores de três universidades entregaram uma carta ao secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Pedro Fernandes, com um alerta sobre as dificuldades.

06/07/2017 17:08 -03 | Atualizado 06/07/2017 17:08 -03
AFP/Getty Images
A UERJ é uma das três universidades que está com os pagamentos irregulares.

Os reitores das três universidades estaduais do Rio de Janeiro enviaram carta ao secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Pedro Fernandes, alertando que caso não seja normalizado o pagamento do 13º salário de 2016 e os vencimentos de abril, maio e junho deste ano, as universidades estaduais do Rio de Janeiro (Uerj), do Norte Fluminense (Uenf) e a Fundação Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo) não terão condições de iniciar as aulas no próximo semestre.

As três universidades de ensino estão fechando o segundo semestre de 2016, iniciado em abril, depois de um longo período de greve, devido à crise financeira do governo do estado. Servidores e docentes estão com os salários atrasados, bem como o pagamento de bolsas a alunos.

Os reitores destacam que a paralisação ou descontinuidade das atividades educacionais ocasionará um grave prejuízo direto a mais de 150 mil alunos da rede pública de ensino superior e às atividades econômicas e sociais ligadas às instituições.

O documento esclarece que o término do atual semestre só será possível graças ao comprometimento dos professores, quadro técnico e das empresas prestadoras de serviço.

A carta cita ainda uma ação movida pela Ordem dos Advogados do Rio (OAB-RJ) que obriga o governo do estado a pagar os servidores das universidades na mesma data em que remunera os servidores da secretaria.

A Agência Brasil entrou em contato com a Secretaria de Ciência e Tecnologia e aguarda resposta sobre a carta dos reitores das universidades estaduais com relação à falta de condições de iniciarem as aulas no próximo semestre.

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