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'Sejam Bem-vindos ao Inferno': A recepção aos líderes que vão participar da reunião do G-20

Dezenas de pessoas ficaram feridas e pelo menos 15 policiais também foram afetados pelo confronto que antecede a reunião do G-20, em Hamburgo, na Alemanha.

06/07/2017 19:44 -03 | Atualizado 06/07/2017 19:48 -03
Fabrizio Bensch / Reuters
Protestos em Hamburgo contra reunião do G-20.

Com o slogan "Sejam Bem-Vindos ao Inferno", milhares de pessoas protestaram nesta quinta-feira (6) contra a cúpula do G20, em Hamburgo, na Alemanha.

As manifestações ocorrem na véspera da reunião dos líderes mundiais, que vai acontecer nesta sexta-feira (7) e sábado (8).

Desde terça-feira (4), Hamburgo prepara um forte esquema de segurança. Enquanto os líderes de vários países chegavam à cidade para a reunião, a polícia alemã reprimia grupos de manifestantes que recepcionavam os mandatários.

De acordo com o HuffPost Alemanha, dezenas de pessoas ficaram feridas e pelo menos 15 policiais também foram afetados pelo confronto.

A polícia usou granadas de mão e canhões de água nas aglomerações de manifestantes, enquanto os ativistas jogavam pedras, garrafas e explosivos. Pelo menos um carro foi incendiado.

Max Marquardt / HuffPost

De acordo com a CNN, o grupo de manifestantes tentou avançar para o centro da cidade, que estava fechado em um perímetro de segurança por milhares de policiais.

Quando os manifestantes tentaram invadir o perímetro de segurança, os policiais reagiram com canhões de água, gás e cassetetes. Os manifestantes responderam, em alguns casos, atirando pedras, garrafas e foguetes.

Max Marquardt / HuffPost

Segundo o G1, a ação mais truculenta da polícia se deu quando um grupo de black blocs, mascarados e com roupas pretas, se misturou aos outros manifestantes.

Na país não é permitido a manifestação de pessoas utilizando máscaras. De acordo com a polícia, não foi possível separar os black blocs dos demais manifestantes, então ocorreu o confronto.

Max Marquardt / HuffPost

Pelo menos 20 mil policiais alemães foram mobilizados para garantir segurança nas ruas. As autoridades locais afirmaram ter se preparado para manifestações imensas.

A polícia estima que um total de 100 mil pessoas podem se juntar às manifestações na cidade ao longo dos eventos do G-20 e que afirmam que cerca de 8 mil delas serão violentas.

Eles também anunciaram no início desta semana que haviam apreendido de ativistas uma série de armas caseiras.

Max Marquardt / HuffPost

A cúpula reúne líderes de 20 das nações mais poderosas do mundo para discutir questões internacionais urgentes, mas também serve como alvo dos manifestantes para a crítica da desigualdade global.

O presidente Michel Temer embarca amanhã para a reunião. Ele deve se reunir com líderes do Brics (grupo que reúne além do Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul) e também participar de um encontro sobre a luta contra o terrorismo.

A cada encontro, a reunião é realizada em um país diferente. Mais de 1.000 pessoas foram detidas em Toronto, no Canadá, durante a cúpula em 2010, quando manifestantes anarquistas incendiaram carros policiais e e destruíram janelas, por exemplo.

O lema dos protestos deste ano abordam uma variedade de questões - incluindo a presidência de Trump, as preocupações com as mudanças climáticas e as queixas sobre a globalização e o capitalismo.

Alguns dos líderes que participam da cúpula, como Putin e o Presidente Turco Recep Tayyip Erdogan, também são acusados de abusos dos direitos humanos e de um crescente autoritarismo em seus governos.

Fabrizio Bensch / Reuters

Uma parte dos manifestantes que participam nos protestos são de grupos ativistas de extrema esquerda. Outros ativistas de países europeus também fretaram ônibus para Hamburgo para fortalecer as manifestações.

Membros do movimento Black Blocs saíram às ruas, cantando e marchando por Hamburgo. O correspondente político do HuffPost Alemanha, Jurgen Klockner, capturou imagens dos ativistas e da polícia.

Enquanto isso, os comerciantes de Hamburgo estão com medo de danos às suas lojas e perdas no comercio por causa dos protestos.

(Com informações da Agência Brasil)

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