ENTRETENIMENTO

A maternidade não é o que completa Taís Araújo. E está tudo bem

Capa da nova edição da revista Marie Claire, atriz fala sobre maternidade, abortos e culpas.

03/07/2017 15:44 -03 | Atualizado 03/07/2017 15:53 -03

Taís Araújo é capa da nova edição de Marie Claire que acaba de chegar às bancas.

Com extensa carreira na TV e no teatro, a atriz de 38 anos passou a integrar recentemente o time de apresentadoras do programa Saia Justa, do canal GNT. Atualmente, ela também pode ser vista contracenando com o marido, Lázaro Ramos, na série Mister Brau, da TV Globo.

Mãe de dois filhos, João Vicente, 5, e Maria Antônia, 2, a atriz abriu o jogo sobre os dilemas da maternidade, os abortos que sofreu e as culpas com as quais lida no dia a dia.

Em entrevista à jornalista Marina Caruso, Taís contou que seus dois filhos nasceram de cesárias.

Na primeira gestação, ela queria que a irmã, a obstetra Cláudia Araújo, fizesse o parto. Como a médica mora em Brasília, a atriz teve que optar pela cirurgia.

"Senti muita pressão por parte dos defensores do parto normal, mas minha escolha precisa ser respeitada. Isso não faz uma mulher mais mãe do que outra", afirmou.

Taís também revelou que, durante as gestações, sofreu dois abortos espontâneos. O primeiro bebê seria gêmeo de seu primogênito, mas "não vingou". De acordo com a atriz, o corpo reabsorveu o feto e não foi tão traumático como a segunda perda.

"Estava tentando o segundo filho havia um tempo e perdi com um mês e pouco. Tive sangramento, senti dor. Fiquei arrasada, mas segurei a onda. Exatamente um ano depois", revelou.

Na entrevista, a atriz ainda compartilhou algumas culpas que enfrentou e enfrenta na condição de mãe.

Uma delas foi a amamentação.

Taís amamentou o primeiro filho até 1 e 2 meses. Já Maria não pode ser amamentada, já que a atriz teve uma infecção no final da gestação, que implicou no tratamento com antibióticos na primeira semana da bebê.

"Quando ofereci o peito, ela já não quis. Fiquei mal. Sentei com meu analista e chorei. Ele me deu um chacoalhão: 'Não é isso que vai determinar a relação de vocês. Cuidado para não caminhar para uma depressão pós-parto'", revelou à revista.

"Acho que todas as mulheres sentem essa culpa, mas a minha era enorme porque minha mãe me amamentou até os 6 anos. Lembro bem de como eu gostava", recordou.

A atriz contou ainda que, desde os 22 anos, conta com a ajuda da terapia para lidar com essa culpa "e várias outras coisas", incluindo o fato de trabalhar muito e não ter tido a intenção de parar para cuidar dos filhos. E afirmou:

"A maternidade, por si só, não me completa. Sou bem mais do que isso. Minha história é esta: trabalho para criar os filhos da melhor maneira e os crio da melhor maneira para poder trabalhar bem."