POLÍTICA

Perícia da PF descarta edições em áudio de Temer e Joesley

Defesa do presidente argumentava que gravação havia sido editada para desqualificar delação da JBS.

24/06/2017 10:50 -03 | Atualizado 24/06/2017 10:55 -03
Ueslei Marcelino / Reuters
Perícia da PF descarta edições em áudio de Temer e Joesley .

A perícia encomendada pela Polícia Federal concluiu que não houve edição no áudio da conversa entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista, dono da JBS, no Palácio do Jaburu, em 7 de março.

A gravação foi entregue ao Ministério Público Federal (MPF) no âmbito da delação premiada de Joesley e motivou a abertura de um inquérito contra o peemedebista por obstrução de Justiça, organização criminosa e corrupção passiva.

A análise do áudio comprovou a existência de aproximadamente 200 interrupções, mas que seriam resultado das características técnicas do gravador, e não de cortes promovidos manualmente.

De acordo com a Folha de S.Paulo, o equipamento usado por Joesley pausava as gravações automaticamente em períodos de silêncio. Ao identificar novos sons, o equipamento retomava as gravações.

Segundo a reportagem, os peritos do Instituto Nacional de Criminalística (INC) resgataram o áudio original do gravador e puderam comparar o seu conteúdo e extensão com os arquivos que foram entregues pela PGR à perícia.

A defesa de Michel Temer havia solicitado perícias do áudio anteriormente, mas não obtiveram acesso ao gravador e ao áudio original.

O relatório da PF era aguardado com expectativa, uma vez que a principal tese da defesa do presidente era a de que a gravação havia sido editada e assim seria possível desqualificar a delação de Joesley.

O laudo já foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que tem até terça-feira (27) para decidir se apresenta denúncia contra Temer.

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